Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ficou irritado com o teor e a repercussão das declarações de Darren Woods, CEO da ExxonMobil, de que a Venezuela não é viável para investimentos da empresa neste momento.

Na sexta-feira (09/01), Trump se reuniu com 17 executivos do setor petrolífero, entre eles os CEOs das três maiores petrolíferas do país: Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips, para pressionar o setor a investir US$ 100 bilhões na indústria petrolífera do país caribenho.

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“Não gostei da resposta da Exxon”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One, neste domingo (11/01), a caminho de volta a Washington. “Provavelmente, vou optar por manter a Exxon fora do projeto. Não gostei da resposta deles. Estão sendo espertos demais”, afirmou.

Durante a reunião, Woods elencou uma série de mudanças necessárias, inclusive na legislação de hidrocarbonetos do país, pedindo garantias de longo prazo, mencionando as perdas da empresa após a política de nacionalização do petróleo realizada pelo governo Hugo Chávez.

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“Nossos bens já foram confiscados lá duas vezes, então você pode imaginar que uma terceira entrada exigiria mudanças bastante significativas em relação ao que vimos historicamente por aqui”, disse Woods.

Trump ameaça bloquear entrada da ExxonMobil na Venezuela
The Bushranger / Wikimedia Commons

Cautela

Após a Revolução Bolivariana, a Exxon e a ConocoPhillips saíram do país e entraram com processos de arbitragem. O CEO da Conoco Phillips, Ryan Lance, embora tenha descartado o investimento, mencionou a necessidade de reestruturação da dívida da Venezuela, que afirma ser de US$ 12 bilhões, e uma mudança em todo o sistema energético do país, incluindo a PDVSA.

A Chevron permaneceu na Venezuela e passou a negociar acordos de parceria com a estatal venezuelana. O vice-presidente da empresa, Mark Nelson, afirmou que pretende expandir as atividades em 50%, nos próximos dois anos.

No último sábado (09/01), Trump assinou uma ordem executiva para impedir que tribunais ou credores confisquem os recursos relacionados à venda de petróleo venezuelano, que se encontram em contas do Tesouro dos EUA.