Estados Unidos aplicam novas sanções contra a Venezuela
Medida atinge seis navios petroleiros e empresas de navegação associadas, além de três sobrinhos da primeira-dama Cilia Flores
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou nesta quinta-feira (12/12) o pacote de sanções contra a Venezuela, intensificando a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.
As sanções incluem restrições a superpetroleiros e a membros da família do presidente venezuelano. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, três sobrinhos da primeira-dama venezuelana, Cilia Flores, também foram sancionados.
“Hoje, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro está visando associados de Nicolás Maduro, incluindo os ‘narco-sobrinhos’ de sua esposa e empresários, empresas de transporte marítimo e embarcações que apoiam seu regime ilegítimo na Venezuela”, afirmou o órgão em publicação divulgada nas redes sociais.
A medida atinge seis superpetroleiros de petróleo bruto e as empresas de navegação acusadas por Washington de envolvimento em “práticas de navegação enganosas e inseguras” e de fornecerem recursos financeiros ao governo Maduro.
Documentos internos da estatal PDVSA indicam que as embarcações haviam carregado recentemente petróleo bruto na Venezuela; quatro delas operam sob bandeira do Panamá, enquanto as demais estão registrados nas Ilhas Cook e em Hong Kong.
Apreensão do petroleiro
A pressão dos Estados Unidos aumenta após a apreensão do petroleiro na costa venezuelana e a invasão do espaço aéreo venezuelano por caças norte-americanos. Identificado como Skipper, a embarcação apreendida será levada a um porto norte-americano, segundo a secretária de imprensa, Karoline Leavitt. Ela disse que os EUA pretendem apreender o petróleo transportado, seguindo os trâmites legais.

Trump aplica novas sanções contra a Venezuela; Maduro acusa Washington de inaugurar ‘era de pirataria’
Molly Riley / White House
De acordo com informações da Reuters, Washington estaria se preparando para apreender outros petroleiros na costa venezuelana. Leavitt reforçou que os EUA não permitirão que embarcações sancionadas continuem transportando petróleo do “mercado negro”, cujos lucros, segundo ela, financiariam regimes considerados ilegítimos.
‘Era de pirataria’
Maduro respondeu à apreensão do navio. Em evento presidencial nesta quinta-feira (11/12), ele acusou os Estados Unidos de sequestrarem a tripulação e roubar a embarcação. “Eles inauguraram uma nova era, a era da pirataria naval criminosa no Caribe”, afirmou. Ele também disse o país garantirá “o livre comércio de seu petróleo ao redor do mundo”.
Nesta quinta-feira (11/12), Maduro recebeu o apoio do presidente russo, Vladimir Putin, que também sinalizou a continuidade da cooperação econômica e energética, incluindo projetos offshore no Caribe, entre os dois países.
























