Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende que seu país possa controlar a Venezuela e extrair petróleo de suas reservas “por anos”, de acordo com uma reportagem do jornal The New York Times publicada nesta quinta-feira (08/01). Em entrevista ao veículo, o republicano avaliou que o governo interino do país sul-americano, sob liderança de Delcy Rodríguez, aliada de Nicolás Maduro, está “dando tudo” o que Washington “considera necessário”.

“Vamos reconstruí-la de uma forma muito lucrativa”, disse o republicano. “Vamos usar petróleo e vamos extrair petróleo. Vamos reduzir os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, que precisa desesperadamente disso.”

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As declarações de Trump ocorreram horas depois de autoridades governamentais anunciarem que os Estados Unidos pretendem assumir o controle efetivo da venda de petróleo da Venezuela por tempo indeterminado, parte de um plano em três fases apresentado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a membros do Congresso.

Segundo o representante norte-americano, o plano de três etapas envolve estabilização, recuperação e transição, em uma proposta atrelada à abertura do petróleo venezuelano a empresas petrolíferas norte-americanas.

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No mesmo dia, a empresa Petróleos de Venezuela (PDVSA, por sua sigla em espanhol) divulgou um comunicado confirmando que foram iniciadas negociações para a venda. Em nota, a estatal indicou que as conversas buscam levar a um acordo sobre a venda de petróleo “no âmbito das relações comerciais existentes entre os dois países”.

“Essas fases podem acontecer ao mesmo tempo em algum momento. Teremos mais detalhes nos próximos dias, mas sentimos que estamos avançando de uma forma muito positiva”, pontuou Rubio, argumentando que a venda de 30 milhões a 50 milhões de barris do petróleo venezuelano compõe a etapa de estabilização.

“Vamos vendê-lo a preços de mercado, não com os descontos que a Venezuela estava obtendo. Esse dinheiro será então administrado de forma que possamos controlar como ele será desembolsado, para beneficiar o povo venezuelano, e não a corrupção ou o regime”, afirmou.

Já a segunda fase envolve a recuperação, consiste em garantir que as empresas norte-americanas, ocidentais e outras “tenham acesso ao mercado venezuelano de forma justa”, conforme Rubio. 

No âmbito político, o secretário norte-americano indicou que Washington também apoiará um processo de “reconciliação nacional” dentro da Venezuela, “para que as forças da oposição possam ser anistiadas e libertadas das prisões ou trazidas de volta ao país”. De acordo com ele, esse movimento abriria portas para a terceira fase, o período de transição, que ele não detalhou como ocorrerá. 

Em entrevista ao New York Times, o presidente Trump não especificou “por quanto tempo os Estados Unidos continuariam sendo a potência dominante na Venezuela”. “Eu diria que muito mais tempo”, respondeu o magnata.

(*) Com informações de Deutsche Welle