Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (05/01) que a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, não deveria ter vencido o Prêmio Nobel da Paz, honraria cobiçada por ele em outubro de 2025. No entanto, disse que o prêmio não tem relação com o fato dele tê-la descartado como possível sucessora na liderança da Venezuela, após o sequestro de Nicolás Maduro, conforme havia noticiado anteriormente o jornal The Washington Post.

“Ela não deveria tê-lo vencido. Mas isto não tem nada a ver com a minha decisão”, disse o republicano. No sábado (03/01), em sua primeira coletiva após os bombardeios à Venezuela, Trump havia dito que seria “muito difícil” Machado liderar o país sul-americano “porque ela não tem o apoio ou o respeito de todo o povo”.

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A reportagem do Washington Post, que associou o descarte do nome à Presidência venezuelana ao ressentimento do magnata, foi publicada momentos antes da retratação de Trump. O texto citou fontes próximas aos assuntos da Casa Branca, que garantiram que o chefe de Estado norte-americano teria desistido de Machado por ela ter aceitado receber a honraria. Segundo o jornal, aceitar a nomeação teria sido “um grave pecado”.

“Se ela tivesse negado [receber o Nobel da Paz] e tivesse dito: ‘Não posso aceitá-lo porque é de Trump’, hoje ela seria a presidente da Venezuela”, contou uma fonte ao Washington Post.

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María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, recebeu o Prêmio Nobel da Paz 2025
RS/Fotos Públicas

Em entrevista à emissora conservadora Fox News, a líder da oposição revelou que não fala com Trump desde outubro passado. “Falei com o presidente Trump em 10 de outubro, data em que o Nobel foi anunciado, e, desde então, não nos falamos mais”, confessou Machado.

Mesmo com o afastamento, ela agradeceu seu aliado norte-americano pelos ataques à Venezuela, recordando ter dedicado o Nobel a ele por meio de discurso. “Dediquei o prêmio ao presidente Trump porque, naquele momento, eu acreditava que ele o merecia. Muita gente, a maioria, dizia que era impossível alcançar o que ele acabou de fazer no sábado. Então, se eu acreditava que ele merecia em outubro [de 2025], imagine agora. Acho que ele provou ao mundo do que é capaz”, disse.

Ainda ao canal, Machado revelou que gostaria de “dividir” o prêmio com o mandatário norte-americano.

“Ainda não aconteceu. Eu certamente adoro poder dizer pessoalmente a ele que o povo venezuelano quer dar o prêmio a ele. Queremos compartilhar o prêmio com ele. O que ele fez é histórico, um enorme passo rumo a uma transição democrática”, disse Machado.

(*) Com Ansa