Trump diz ter cancelado segundo ataque contra Venezuela após libertação de prisioneiros de Estado
Segundo presidente dos EUA, nova ofensiva 'não é mais necessária' pois países estão 'trabalhando juntos' na questão petrolífera
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (09/01) que desistiu de realizar um segundo ataque à Venezuela após o país sul-americano libertar alguns prisioneiros de Estado.
“A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como sinal de seus esforços de busca pela paz. Este é um gesto muito importante e inteligente, [evidenciando que] os EUA e Caracas estão trabalhando bem juntos”, escreveu Trump na rede Truth Social, justificando na sequência: “Graças a essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques previamente planejada, que parece não ser mais necessária”.
Por outro lado, Trump frisou que as tropas da Marinha estadunidense posicionadas há meses no Mar do Caribe irão permanecer “por razões de segurança”.
Na última quinta-feira (08/01), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou a “libertação de um número importante de presos venezuelanos e estrangeiros”, que teve início nas horas subsequentes.
Os libertados são opositores associados a tentativas golpistas na Venezuela. De acordo com a organização não governamental Foro Penal, os registros feitos até quarta-feira (07/01) constavam com 806 prisioneiros de Estado na Venezuela, entre eles 175 militares.

Trump dise cooperação entre Washington e Caracas ocorre “especialmente em petróleo e gás”.
Official White House Photo by Daniel Torok/Flickr
Empresas de petróleo “investirão” U$100 bilhões
Na declaração, o republicano ainda afirmou que a cooperação entre Washington e Caracas ocorre “especialmente no que diz respeito à reconstrução, de uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”.
Segundo Trump, “pelo menos U$100 bilhões [cerca de R$540 bilhões] serão investidos” por grandes empresas petrolíferas no país latino-americano, que acusa os EUA de promoverem ações contra seu governo com interesse em seus recursos. O presidente estadunidense deve realizar uma reunião com as companhias.
Paralelamente, a líder interina na nação, Delcy Rodríguez, negou que Washington esteja no comando do país. Segundo ela, Caracas “não é subordinada e nem submissa” aos EUA.
“Ninguém se rendeu. Nenhuma potência estrangeira está no poder aqui”, bradou Rodríguez, afirmando que durante a operação militar norte-americana em 3 de janeiro, “houve uma luta pela pátria”.
(*) Com Ansa
























