Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (09/01) que desistiu de realizar um segundo ataque à Venezuela após o país sul-americano libertar alguns prisioneiros de Estado.

“A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como sinal de seus esforços de busca pela paz. Este é um gesto muito importante e inteligente, [evidenciando que] os EUA e Caracas estão trabalhando bem juntos”, escreveu Trump na rede Truth Social, justificando na sequência: “Graças a essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques previamente planejada, que parece não ser mais necessária”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Por outro lado, Trump frisou que as tropas da Marinha estadunidense posicionadas há meses no Mar do Caribe irão permanecer “por razões de segurança”.

Mais lidas

Na última quinta-feira (08/01), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou a “libertação de um número importante de presos venezuelanos e estrangeiros”, que teve início nas horas subsequentes.

Os libertados são opositores associados a tentativas golpistas na Venezuela. De acordo com a organização não governamental Foro Penal, os registros feitos até quarta-feira (07/01) constavam com 806 prisioneiros de Estado na Venezuela, entre eles 175 militares.

Trump dise cooperação entre Washington e Caracas ocorre “especialmente em petróleo e gás”. 
Official White House Photo by Daniel Torok/Flickr

Empresas de petróleo “investirão” U$100 bilhões

Na declaração, o republicano ainda afirmou que a cooperação entre Washington e Caracas ocorre “especialmente no que diz respeito à reconstrução, de uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”.

Segundo Trump, “pelo menos U$100 bilhões [cerca de R$540 bilhões] serão investidos” por grandes empresas petrolíferas no país latino-americano, que acusa os EUA de promoverem ações contra seu governo com interesse em seus recursos. O presidente estadunidense deve realizar uma reunião com as companhias.

Paralelamente, a líder interina na nação, Delcy Rodríguez, negou que Washington esteja no comando do país. Segundo ela, Caracas “não é subordinada e nem submissa” aos EUA.

“Ninguém se rendeu. Nenhuma potência estrangeira está no poder aqui”, bradou Rodríguez, afirmando que durante a operação militar norte-americana em 3 de janeiro, “houve uma luta pela pátria”.

(*) Com Ansa