Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou na noite de quinta-feira (09/01), durante entrevista à emissora conservadora Fox News, que se reunirá com María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, na próxima semana em Washington. O anúncio foi feito dias após o republicano descartá-la na liderança do governo interino da Venezuela – atualmente assumido por Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Nicolás Maduro – argumentando não ter apoio nem respeito suficientes do povo local para assumir o cargo. 

Uma recente reportagem do jornal The Washington Post apurou que o nome de Machado foi desconsiderado por Trump ao cargo do Executivo venezuelano por “ressentimento”. O veículo entrou em contato com fontes próximas aos assuntos da Casa Branca, que indicaram que Machado não deveria ter aceito o Prêmio Nobel da Paz, em 2025, cobiçado pelo magnata, para ter sido nomeada ao cargo presidencial.

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O presidente norte-americano negou a notícia, mas admitiu que a líder opositora não merecia ter sido laureada. Porém, pouco depois, a venezuelana revelou que ambos não trocam palavras desde outubro passado, quando foi indicada à premiação, e se ofereceu a dividir a honraria. Na ocasião, ela falou em entrevista também à Fox News

Donald Trump receberá María Corina Machado na semana que vem, em Washington
RS/Fotos Públicas

“Entendo que ela vai chegar na próxima semana, e estou ansioso para cumprimentá-la”, disse Trump nesta quinta-feira. Sobre a sugestão de Machado referente ao prêmio, o republicano disse que “seria uma grande honra” aceitá-lo, ignorando o posicionamento tomado pelo instituto do Prêmio Nobel, que ressaltou que a honraria “não pode ser revogada ou transferida para outra pessoa”.

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Trump também criticou o comitê responsável pela escolha dos vencedores, considerando ter sido “um grande constrangimento para a Noruega”, onde o Prêmio Nobel da Paz é concedido. Vale lembrar que o magnata frequentemente reivindica o crédito por ter, segundo ele, “encerrado” várias guerras desde que assumiu o cargo em janeiro passado. 

“Essa é a posição do comitê (que concede o Prêmio Nobel da Paz). (…) É muito vergonhoso para a Noruega. Tiveram algo a ver ou não. Acho que sim. Dizem que não. Mas quando oito guerras foram encerradas, deveria receber um para cada uma”, lamentou.