Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
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O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (08/01) a libertação de um “número significativo” de opositores associados a tentativas golpistas no país, afirmando que a decisão foi tomada pelo governo interino de Delcy Rodríguez em conjunto com outras instituições de Estado. 

De acordo com Rodríguez, os processos de libertação acontecem “a partir deste exato momento” e fazem parte de um gesto na consolidação da “paz e convivência pacífica” no país.

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“Foi decidido liberar um número significativo de venezuelanos e estrangeiros. Esses processos de libertação estão acontecendo neste exato momento. Considero esse gesto de ampla intenção de buscar a paz como a contribuição que todos devemos dar para garantir que nossa república continue sua convivência pacífica em busca da prosperidade”, afirmou Rodríguez, acrescentando que se trata de uma iniciativa “unilateral” por parte das autoridades chavistas.

“É um gesto unilateral do governo bolivariano” afirmou Rodríguez. “Somos todos venezuelanos. Todos nós nos refugiamos sob o mesmo céu lindo, abraçamos a mesma bandeira, cantamos as notas do mesmo hino”. Em seguida, agradeceu o ex-presidente da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, assim como o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, além do governo do Catar, “que responderam prontamente ao apelo” da líder interina.

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De acordo com a organização não governamental Foro Penal, os registros feitos até quarta-feira (07/01) constam 806 prisioneiros de Estado na Venezuela, entre eles 175 militares.

O ministro dos Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, confirmou, logo após o anúncio de Rodríguez, que há quatro cidadãos espanhóis entre os prisioneiros que a Venezuela anunciou que vai libertar. Ao jornal El País, fontes diplomáticas confirmaram que estes quatro já foram soltos.