Venezuela cria comissão para apoiar vítimas de ataque dos EUA
Segundo presidente interina, Delcy Rodríguez, organização garantirá apoio institucional e integral às famílias dos militares mortos
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez Gómez, anunciou nesta quinta-feira (08/01) a criação de uma comissão para o apoio integral às famílias dos militares venezuelanos mortos em defesa do país durante a agressão perpetrada pelos Estados Unidos em 3 de janeiro.
Segundo a Agência Venezuelana de Notícias (AVN), a organização garantirá apoio institucional às famílias, “transformando o legado de heroísmo em uma força motivadora para construir o futuro das próximas gerações”.
Durante o anúncio, Rodríguez destacou que, “embora a dor dessas perdas seja profunda, o sacrifício daqueles que partiram se baseia na mais nobre das causas: a liberdade da Pátria“.
Durante a cerimônia, Rodríguez compartilhou sua experiência pessoal ao relembrar o assassinato de seu pai, torturado e assassinado, em 1976, pelo regime de Punto Fijo. “Eu vi nos rostos das mães… o rosto da minha mãe, quando meu pai foi assassinado “, disse ela.
A presidente enfatizou que a Venezuela não agirá por ódio, mas por desejo de reparação. “Não é vingança, é reparação; daremos lições de diplomacia internacional”, afirmou, descrevendo os recentes acontecimentos como uma “mancha na história das relações bilaterais” entre Caracas e Washington.

Ataque dos EUA na Venezuela deixou pelo menos 100 mortos
Palácio de Miraflores
“Não somos belicistas, somos estadistas e estadistas, dignos e com profunda riqueza espiritual”, afirmou. Invocando a doutrina de Simón Bolívar, Rodríguez enfatizou que o Exército venezuelano foi formado para a defesa, não para a guerra, e que sua superioridade reside em seu moral e respeito pela dignidade humana.
Rodríguez também reafirmou sua lealdade absoluta à ordem constitucional e ao presidente Nicolás Maduro, que foi sequestrado e está sendo processado pelo governo Trump. “Temos dignidade histórica, compromisso e lealdade ao presidente Nicolás Maduro. Prometemos não descansar até vê-los livres, de volta para casa e em sua pátria”, declarou, referindo-se também à primeira-dama Cilia Flores.
Partindo do princípio de que “a Pátria é a humanidade”, a chefe de Estado destacou a coesão espiritual do povo venezuelano e sua rejeição à beligerância.
Em 3 de janeiro, em uma operação de sequestro do presidente Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, as forças estadunidenses bombardearam Caracas e diversas áreas dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, deixando pelo menos 100 mortos e um número semelhante de feridos, segundo o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello .
(*) Com TeleSUR























