Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O governo da Venezuela apresentou uma queixa na quinta-feira (11/12) à Organização Marítima Internacional (OMI) sobre a apreensão de seu navio petroleiro no Mar do Caribe pelos Estados Unidos. Segundo Caracas, a ação norte-americana viola a “liberdade de comércio e de navegação”.

Do estado de La Guaira, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que manteve uma ligação telefônica com o secretário-geral da OMI, Arsenio Domínguez, para “formalizar essa grave circunstância”.

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A Venezuela solicitou oficialmente à OMI que ative “todos os canais e procedimentos previstos em acordos internacionais para proteger a liberdade de navegação e o livre comércio marítimo”.

A vice-presidente enfatizou que o objetivo da ação dos EUA é “prejudicar o comércio marítimo de petróleo” no país. “A Venezuela está fazendo o que deve ser feito, que é recorrer à lei, recorrer à legalidade internacional e defender nossos recursos naturais”, ressaltou.

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Rodríguez descreveu o incidente como um “roubo vulgar” e argumentou que esse fato revela as verdadeiras motivações por trás da agressão dos EUA contra a Venezuela.

“Chegamos ao ponto sem retorno. A verdade é que eles querem nosso petróleo e o querem sem pagar”, disse a vice-presidente, rejeitando as justificativas apresentadas pelo governo dos EUA, como o suposto combate ao narcotráfico ou questões relacionadas aos direitos humanos e à democracia no país latino-americano.

 Vice-presidente da Venezuela enfatizou que objetivo dos EUA é “prejudicar comércio marítimo de petróleo”
Presidencia El Salvador/Wikicommons

Por outro lado, Rodríguez afirmou que a operação norte-americana no Pacífico “agora parece ser uma forma de interromper as atividades comerciais e econômicas no Caribe e até mesmo de roubar recursos naturais venezuelanos”.

Segundo a autoridade de Caracas, o destacamento militardos EUA na região, que inclui navio de guerra, submarinos nucleares e o porta-aviões Gerald Ford, é “desproporcional, exorbitante, exagerado”.

Maduro denuncia “pirataria naval criminosa”

Por sua vez, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, classificou o roubo e sequestro do petroleiro e sua tripulação pelos EUA como “uma nova era de pirataria naval criminosa no Caribe”.

O líder venezuelano afirmou ainda que “a máscara dos EUA caiu quando cometeram um ato absolutamente criminoso e ilegal ao procederem com um ataque militar, sequestro e roubo como piratas do Caribe contra uma embarcação mercante, comercial, civil e privada”.

O governante revelou ainda que o navio transportava 1,9 milhão de barris de petróleo para os mercados internacionais, pagos na Venezuela, “porque todos que retiram petróleo primeiro pagam por ele”. Mas agora os combustíveis estão “sequestrados, desaparecidos e ninguém sabe onde estão”.

Assim, a queixa à OMI écumpre a ordem de Maduro para garantir que “as ações legais e diplomáticas apropriadas sejam tomadas em todos os níveis para que Venezuela garanta a segurança de todos os navios e assegure o livre comércio de seu petróleo com o mundo”.

(*) Com Prensa Latina e TeleSUR