Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O governo venezuelano denunciou na quarta-feira (10/11) o roubo de um petroleiro pelos Estados Unidos no Mar do Caribe, no contexto da ameaça militar da administração de Donald Trump nessa região.

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores condenou “o que constitui um roubo descarado e um ato de pirataria internacional, anunciado publicamente pelo Presidente dos Estados Unidos, que confessou o ataque a um petroleiro no Mar do Caribe”.

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O Ministério das Relações Exteriores lembrou que esta não é a primeira vez que ele admite isso: “já em sua campanha de 2024, ele afirmou abertamente que seu objetivo sempre foi ficar com o petróleo venezuelano sem oferecer qualquer contrapartida, deixando claro que a política de agressão contra o nosso país responde a um plano deliberado para saquear nossa riqueza energética”.

Ele denuncia ainda que este novo ato criminoso se soma ao roubo da Citgo, um importante ativo do patrimônio estratégico de todos os venezuelanos, apreendido por meio de mecanismos judiciais fraudulentos e fora de qualquer norma.

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O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela afirma que “a humanidade está despertando e lutando contra os abusos imperialistas do Norte”, como demonstrado por “numerosos protestos com grande participação em vários estados dos EUA e cidades europeias“. O povo venezuelano acrescentou que “também realizou uma demonstração retumbante nas ruas da Venezuela para defender a paz de nosso país”.

Ele argumentou que, nessas circunstâncias, “os verdadeiros motivos da prolongada agressão contra a Venezuela foram finalmente revelados. Não se trata de migração. Não se trata de narcotráfico. Não se trata de democracia. Não se trata de direitos humanos. Sempre se tratou de nossa riqueza natural, nosso petróleo, nossa energia, os recursos que pertencem exclusivamente ao povo venezuelano”.

Ele denunciou que esse ato de pirataria “busca desviar a atenção e encobrir o retumbante fracasso do espetáculo político realizado em Oslo, onde as manipulações e a falta de resultados daqueles que buscam há anos, sem sucesso, uma operação de ‘mudança de regime’ por meio da violência e em aberta cumplicidade com governos ocidentais foram expostas mais uma vez”.

A declaração reitera o apelo a todos os venezuelanos para que se mantenham firmes na defesa da pátria e insta a comunidade internacional “a rejeitar esta agressão vandalista, ilegal e sem precedentes que está sendo normalizada como instrumento de pressão e pilhagem”.

O Governo Bolivariano reafirma que comparecerá perante todos os organismos internacionais existentes para denunciar “este grave crime internacional” e defenderá “com absoluta determinação a sua soberania, os seus recursos naturais e a sua dignidade nacional”.

A Venezuela – conclui o comunicado – “não permitirá que nenhuma potência estrangeira tente tirar do povo venezuelano o que lhe pertence por direito histórico e constitucional”.