Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O governo da Venezuela denunciou neste sábado (20/12) o “roubo e sequestro” de um navio petroleiro no litoral do país e o “desaparecimento forçado de sua tripulação”, na mais recente ação perpetrada pelo exército dos Estados Unidos em águas internacionais. A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez descreveu o novo ataque como um “grave ato de pirataria”.

“Esses atos não ficarão impunes e exercerão todas as ações correspondentes, incluindo a denúncia perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, outras organizações multilaterais e os governos do mundo”, adverte o comunicado oficial, mencionando que os responsáveis deverão responder à Justiça pela “conduta criminosa”.

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“O modelo colonialista que o governo dos Estados Unidos pretende impor com esse tipo de prática fracassará e será derrotado pelo povo venezuelano”, garantiu Caracas.

O ataque norte-americano foi inicialmente noticiado pela agência AFP. Em seguida, o jornal New York Times escreveu que a embarcação interceptada, chamada de Centuries, zarpou do litoral venezuelano. Detalhou também que o navio tem bandeira panamenha e transportava 1,8 milhão de barris de petróleo bruto da Venezuela. 

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Posteriormente, a informação foi confirmada pela secretária norte-americana da Segurança Interna, Kristi Noem, na plataforma X. Na publicação, alegou que “os Estados Unidos continuarão perseguindo o movimento ilícito de petróleo sob sanções que é usado para financiar o narcoterrorismo na região”.

No entanto, o Centuries não consta na lista de pessoas físicas ou jurídicas sancionadas pelo Tesouro dos Estados Unidos. 

Trata-se da segunda operação norte-americana visando petroleiros venezuelanos neste mês. Em 10 de dezembro, os Estados Unidos sequestraram uma primeira embarcação ao largo da Venezuela, ocasião em que o presidente Nicolás Maduro classificou a conduta de “pirataria naval”.

A mais recente agressão norte-americana ocorreu na semana em que o presidente Donald Trump declarou o governo Maduro como uma “organização terrorista estrangeira”, anunciando que seu país cercou “completamente” o território venezuelano por mar.

Desde setembro, Washington tem mobilizado suas forças armadas pelo mar caribenho com o pretexto de se tratar de um mecanismo de combate contra o tráfico de drogas. No entanto, Caracas denuncia que a Casa Branca tem como objetivo apropriar-se do petróleo bruto e das reservas de petróleo, bem como de outros recursos estratégicos, que a nação sul-americana possui.

(*) Com Telesur