Venezuela denuncia ‘roubo e sequestro’ de segundo navio petroleiro pelos EUA
Caracas afirma que ‘atos não ficarão impunes’ e promete formalizar denúncia no Conselho de Segurança da ONU; ataque foi confirmado por Washington
O governo da Venezuela denunciou neste sábado (20/12) o “roubo e sequestro” de um navio petroleiro no litoral do país e o “desaparecimento forçado de sua tripulação”, na mais recente ação perpetrada pelo exército dos Estados Unidos em águas internacionais. A vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez descreveu o novo ataque como um “grave ato de pirataria”.
“Esses atos não ficarão impunes e exercerão todas as ações correspondentes, incluindo a denúncia perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, outras organizações multilaterais e os governos do mundo”, adverte o comunicado oficial, mencionando que os responsáveis deverão responder à Justiça pela “conduta criminosa”.
“O modelo colonialista que o governo dos Estados Unidos pretende impor com esse tipo de prática fracassará e será derrotado pelo povo venezuelano”, garantiu Caracas.
O ataque norte-americano foi inicialmente noticiado pela agência AFP. Em seguida, o jornal New York Times escreveu que a embarcação interceptada, chamada de Centuries, zarpou do litoral venezuelano. Detalhou também que o navio tem bandeira panamenha e transportava 1,8 milhão de barris de petróleo bruto da Venezuela.
Posteriormente, a informação foi confirmada pela secretária norte-americana da Segurança Interna, Kristi Noem, na plataforma X. Na publicação, alegou que “os Estados Unidos continuarão perseguindo o movimento ilícito de petróleo sob sanções que é usado para financiar o narcoterrorismo na região”.
In a pre-dawn action early this morning on Dec. 20, the US Coast Guard with the support of the Department of War apprehended an oil tanker that was last docked in Venezuela.
The United States will continue to pursue the illicit movement of sanctioned oil that is used to fund… pic.twitter.com/nSZ4mi6axc
— Secretary Kristi Noem (@Sec_Noem) December 20, 2025
No entanto, o Centuries não consta na lista de pessoas físicas ou jurídicas sancionadas pelo Tesouro dos Estados Unidos.
Trata-se da segunda operação norte-americana visando petroleiros venezuelanos neste mês. Em 10 de dezembro, os Estados Unidos sequestraram uma primeira embarcação ao largo da Venezuela, ocasião em que o presidente Nicolás Maduro classificou a conduta de “pirataria naval”.
A mais recente agressão norte-americana ocorreu na semana em que o presidente Donald Trump declarou o governo Maduro como uma “organização terrorista estrangeira”, anunciando que seu país cercou “completamente” o território venezuelano por mar.
Desde setembro, Washington tem mobilizado suas forças armadas pelo mar caribenho com o pretexto de se tratar de um mecanismo de combate contra o tráfico de drogas. No entanto, Caracas denuncia que a Casa Branca tem como objetivo apropriar-se do petróleo bruto e das reservas de petróleo, bem como de outros recursos estratégicos, que a nação sul-americana possui.
(*) Com Telesur
























