Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniu nesta quinta-feira (08/01) com o embaixador da China no país, Lan Hu, em um encontro que reforça os laços históricos e estratégicos entre Caracas e Pequim.

A reunião ocorre em meio a informações divulgadas pela ABC News, com base em fontes anônimas, de que os Estados Unidos teriam solicitado que a Venezuela rompesse relações com aliados estratégicos, como China, Rússia, Irã e Cuba, em negociações relacionadas ao setor petrolífero. Para Caracas, esses relatos evidenciam tentativas externas de interferir na política e nos recursos naturais do país, pressão que o governo venezuelano declara estar resistindo firmemente.

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Durante o encontro, Rodríguez reafirmou a importância de manter a cooperação bilateral em setores estratégicos, especialmente no setor energético, e destacou o compromisso da Venezuela com sua soberania e independência econômica. A presidenta também agradeceu o apoio político e diplomático da China, ressaltando que a parceria segue firme mesmo diante de pressões externas.

O chanceler venezuelano Yván Gil complementou, destacando que o país “reafirma seu compromisso de aprofundar acordos econômicos e comerciais com a República Popular da China”, segundo postagem no Telegram citada pela agência Xinhua. Gil também expressou sincera gratidão ao governo chinês pelo apoio à soberania, à paz e aos direitos legítimos da Venezuela, ressaltando a disposição de Pequim em colaborar com a América Latina e o Caribe na preservação de uma zona de paz.

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Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se reuniu com o embaixador da China no país, Lan Hu
Instagram/Delcy Rodriguez

China declara apoio incondicional à Venezuela

A porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, reforçou a posição firme de Pequim diante das pressões externas e destacou o respaldo total de seu país à Venezuela em seus esforços para defender sua soberania, independência e direitos legítimos.

Em pronunciamento oficial, Mao declarou que a China atribui grande importância às relações com a Venezuela e que os laços bilaterais não serão abalados por mudanças políticas ou pressões de terceiros. Segundo a diplomata:

“A China continuará apoiando firmemente a Venezuela na salvaguarda de sua soberania, dignidade, segurança nacional e direitos e interesses legítimos. Independentemente de como a situação política na Venezuela evolua, nossa disposição de aprofundar a cooperação pragmática em diversas áreas e promover o desenvolvimento comum permanecerá inalterada”

Mao também reforçou que o apoio de Pequim não se limita apenas ao plano político, mas se estende à cooperação prática em vários campos. Ela ressaltou que a China está pronta para trabalhar com a comunidade internacional para defender a autoridade do direito internacional, promover o multilateralismo e manter a paz e a estabilidade mundiais.

Em outras declarações recentes, a porta‑voz deixou claro que a China opõe‑se firmemente ao uso político de questões como direitos humanos para interferir nos assuntos internos de outros países e que apoia todos os países em escolher seus próprios caminhos de desenvolvimento de acordo com suas condições nacionais.

Ameaças de Washington à América Latina

A pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela ocorre em um cenário de disputa geopolítica intensificada na América Latina, em que Washington busca afirmar sua hegemonia regional e conter a influência de parceiros estratégicos externos, especialmente a China. Após os ataques e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, a administração norte-americana deixou claro que pretende interferir nas políticas internas da Venezuela e pressionar países aliados, numa tentativa de minar sua soberania e controlar seus recursos naturais.

Essa estratégia tem gerado ameaças diretas e pressões coercitivas sobre outros países latino‑americanos. Após o ataque à Venezuela, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações públicas sugerindo que países como Colômbia, México e Cuba poderiam enfrentar ações semelhantes no futuro, em comentários que foram amplamente interpretados por líderes regionais como ameaças à soberania destes Estados.

Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro alertou que a administração americana poderia considerar ações militares ou políticas caso Bogotá não se alinhasse às prioridades de Washington. No México, autoridades denunciaram a retórica intervencionista como uma tentativa de forçar o país a reduzir relações com aliados estratégicos da Venezuela. Em Cuba, a dependência energética do petróleo venezuelano deixou o país vulnerável a sanções e bloqueios econômicos, aumentando o impacto da pressão estadunidense sobre a região.