Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O governo venezuelano de Nicolás Maduro rechaçou o bloqueio naval anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite desta terça-feira (16/12).

Caracas disse que fará uma denúncia às Nações Unidas por violação do direito internacional, do livre comércio e da livre navegação. O país sul-americano também pediu ao povo dos Estados Unidos e do mundo para que rejeitem a ameaça de Washington.

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O comunicado afirma que a verdadeira intenção dos Estados Unidos “sempre foi se apropriar do petróleo, das terras e dos minerais do país por meio de gigantescas campanhas de mentiras e manipulações”. E garante: “jamais voltaremos a ser colônia de nenhum império”.

“O povo venezuelano, em perfeita união popular, militar e policial, mantém-se firme na defesa irrestrita de seu território, de suas riquezas e de sua liberdade. Com nosso Pai Libertador, dizemos: ‘felizmente, vimos um punhado de homens livres derrotar impérios poderosos'”, disse o governo venezuelano.

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Em sua rede Truth Social, Trump afirmou ter designado o governo Maduro como uma “organização terrorista estrangeira” e disse ter cercado “completamente” a Venezuela por mar. Falou ainda que não se retirará até que a nação sul-americana devolva os bens que, segundo ele, “roubou” dos Estados Unidos.

Confira a íntegra do comunicado venezuelano:

A Venezuela unida rejeita a ameaça grotesca do Sr. Trump e irá denunciá-la

Na noite de hoje, 16 de dezembro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, violando o Direito Internacional, o livre comércio e a livre navegação, lançou uma ameaça temerária e grave contra a República Bolivariana da Venezuela.

Em suas redes sociais, ele assume que o petróleo, as terras e as riquezas minerais da Venezuela são de sua propriedade. E, consequentemente, a Venezuela deve entregar-lhe todas as suas riquezas imediatamente. O presidente dos EUA pretende impor de forma absolutamente irracional um suposto bloqueio militar naval à Venezuela com o objetivo de roubar as riquezas que pertencem à nossa pátria.

A Venezuela, no pleno exercício do Direito Internacional que nos protege, da nossa Constituição e das leis da República, ratifica sua soberania sobre todas as suas riquezas naturais, bem como o direito à livre navegação e ao livre comércio no Mar do Caribe e nos oceanos do mundo. Consequentemente, procederá em estrita conformidade com a Carta da ONU, para exercer plenamente sua liberdade, jurisdição e soberania acima dessas ameaças belicistas.

Imediatamente, nosso embaixador na ONU procederá à denúncia desta grave violação do Direito Internacional contra a Venezuela.

Apelamos ao povo dos Estados Unidos e aos povos do mundo para que rejeitem por todos os meios esta ameaça extravagante que revela, mais uma vez, as verdadeiras intenções de Donald Trump de roubar as riquezas do país que viu nascer o Exército Unido Libertador da América do Sul e que viu nascer o nosso Libertador Simón Bolívar. O povo da Venezuela, em perfeita união popular, militar e policial, saberá defender seus direitos históricos e triunfar pelo caminho da paz.

O Sr. Donald Trump, textualmente, usa a seguinte expressão intervencionista e colonialista: “até que retornem aos Estados Unidos todo o petróleo, terras e outros ativos que nos roubaram anteriormente”. Sua verdadeira intenção, que foi denunciada pela Venezuela e pelo povo dos Estados Unidos em grandes manifestações, sempre foi se apropriar do petróleo, das terras e dos minerais do país por meio de gigantescas campanhas de mentiras e manipulações.

A Venezuela nunca mais voltará a ser colônia de nenhum império ou poder estrangeiro e continuará percorrendo, junto com seu povo, o caminho da construção da prosperidade e da defesa irrestrita de nossa independência e soberania.

O povo venezuelano, em perfeita união popular, militar e policial, mantém-se firme na defesa irrestrita de seu território, de suas riquezas e de sua liberdade. Com nosso Pai Libertador, dizemos: “felizmente, vimos um punhado de homens livres derrotar impérios poderosos”.

Caracas, 16 de dezembro de 2025.