Vice-presidente da Venezuela diz desconhecer paradeiro de Nicolas Maduro e exige 'provas de vida'
Delcy Rodríguez, em rápida conversa telefônica com o fundador de Opera Mundi, Breno Altman, responsabilizou os Estados Unidos 'por tudo o que venha a acontecer'
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta manhã (03/12) desconhecer o paradeiro do presidente venezuelano Nicolas Maduro, após o ataque dos Estados Unidos ao país.
Ela conversou rapidamente com o fundador de Opera Mundi, o jornalista Breno Altman, e disse não saber sobre a localização do mandatário venezuelano. Rodríguez exigiu provas de vida e responsabilizou os Estados Unidos por tudo o que venha a acontecer. Pessoas próximas ao presidente Maduro o viram com vida no momento da captura.
Em suas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou uma mensagem afirmando que Maduro, “que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”.
“Esta operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança americanas. Mais detalhes em breve. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h, em Mar-a-Lago. Agradeço a sua atenção! Presidente Donald J. Trump”, acrescentou.
Prova de vida
Em entrevista à VTV, Rodríguez reiterou a exigência de que o governo dos Estados Unidos apresente prova de vida imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.
“Exigimos do governo do presidente Donald Trump prova de vida imediata do presidente Maduro e da primeira-dama. O presidente Maduro já havia sido muito claro e havia advertido o povo venezuelano de que uma agressão dessa natureza, pela desesperação da voracidade energética dos Estados Unidos, poderia acontecer. E a primeira coisa que o presidente Maduro disse ao povo da Venezuela foi: povo, às ruas”, declarou.
A vice-presidente afirmou que o ataque aéreo dos Estados Unidos viola frontalmente o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, e expressou indignação diante da ofensiva. “Como devem ser reguladas as diferenças entre Estados soberanos? Realmente estamos mais do que indignados, o povo venezuelano está indignado”, disse.
Ela confirmou que o governo ativou todos os planos de defesa nacional. “Estão ativados todos os planos de defesa integral da nação e ficam assim ativados com o decreto assinado pelo presidente Nicolás Maduro decretando a comoção externa”.
“Nós exigimos o respeito ao direito internacional. Condenamos esta forma brutal, selvagem de agressão contra o nosso povo, que cobrou a vida de funcionários militares que se convertem em mártires da nossa pátria e que cobrou a vida de inocentes venezuelanos civis nos diferentes pontos dos ataques, tanto na cidade capital como no estado Aragua, no estado Miranda e no estado La Guaira”, afirmou.
A vice-presidenta também declarou que todas as forças vivas da sociedade venezuelana estão mobilizadas para garantir a independência do país diante da ofensiva estrangeira. “Que nenhum governo exterior pretenda dar ordens à Venezuela, que nenhum governo externo nem força externa pretenda mandar no povo de Bolívar e no povo da Nossa Liberdade”, concluiu.
Ataque
A ofensiva, ocorrida na manhã deste sábado (03/01), atingiu Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira. Em comunicado oficial, o governo venezuelano ativou planos de defesa, anunciando ‘estado de comoção externa’. Caracas repudia “a agressão militar muito séria perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos contra o território e a população venezuelana”.
O país alerta que “tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e coloca a vida de milhões de pessoas em sério risco.”























