Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Israel realizou, na noite desta quinta-feira (04/12), uma série de ataques no sul do Líbano, em mais uma violação do cessar-fogo entre os dois países.  A ofensiva acontece um dia após o encontro, pela primeira vez em quatro décadas, de representantes libaneses e israelenses em torno da consolidação da trégua firmada em 27 de novembro de 2024.

A reunião ocorreu na quarta-feira (03/12), na sede da ONU, em Naqura, foi liderada pelo ex-embaixador libanês nos Estados Unidos, Simon Karam e, do lado israelense, por Uri Resnick, especialista em direito internacional do Conselho de Segurança Nacional.

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A missão de manutenção da paz da ONU no Líbano (Unifil) afirmou nesta sexta-feira (05/12) que os ataques em sua área de operações no sul do Líbano constituem “clara violação” da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU.

Nesta sexta-feira (05/12), o presidente libanês recebe membros do Conselho de Segurança da ONU e da enviada norte-americana Morgan Ortagus.

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Reprodução vídeo / @MidleEyeEast

Os ataques

Os ataques na noite desta quinta (04/12) atingiram, principalmente, as regiões de Mahrouna e al-Majadel no distrito de Tiro; Jbaa na região de Iqlim al-Tuffah e Barrachit em Bint Jbeil.

Horas antes, Tel Aviv emitiu advertências públicas e ordenou a evacuação imediata dos moradores na região. Israel alegou que a ofensiva – realizada em bairros residenciais – visava destruir a infraestrutura militar do Hezbollah.

O porta-voz militar israelense Avichay Adraee publicou uma postagem na plataforma X, divulgando mapas com cinco edifícios marcados como alvos: “vocês estão localizados próximos a prédios usados pelo Hezbollah e, para sua segurança, são obrigados a evacuá-los imediatamente e manter-se afastados deles a uma distância de pelo menos 300 metros. Permanecer na área dos prédios marcados expõe você ao perigo”.

Encontro

Após o encontro dos representantes israelenses e libaneses na quarta-feira (03/12), o presidente libanês, Joseph Aoun, informou que a próxima rodada de negociações ocorrerá no dia 19 de dezembro. O governo libanês insistiu na “necessidade de que prevaleça a linguagem da negociação, e não a linguagem da guerra”, reafirmando não haveria concessões quanto à soberania do Líbano.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu também havia se pronunciado antes dos ataques, afirmando que “a reunião se desenvolveu em um ambiente positivo e foi acordado elaborar ideias para promover uma possível cooperação econômica entre Israel e Líbano”.

Reportagem da TeleSur informa que durante a vigência da trégua, entre 27 de novembro de 2024 e 3 de novembro de 2025, Tel Aviv cometeu 5.163 violações do cessar-fogo, totalizando 2.850 ataques aéreos, 2.150 terrestres e 163 ataques marítimos.

De acordo com as Nações Unidas, as ofensivas continuam quase diariamente e já resultaram na morte de mais de 300 pessoas, incluindo ao menos 127 civis. O padrão de ataques é apontado como um desrespeito sistemático à Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em 2006, e ao cessar-fogo  mediado pelos Estados Unidos e França.