Coronavírus: Netanyahu manda fechar Parlamento, e israelenses protestam contra autoritarismo

Atividades do Legislativo foram suspensas na quarta-feira (18/03); opositores acusam Netanyahu de se utilizar da crise do coronavírus para se manter no poder

Centenas de manifestantes protestaram nesta quinta-feira (19/03) em Israel contra a suspensão das atividades do Parlamento do país.

Os manifestantes acusam o premiê Benjamin Netanyahu de tomar medidas autoritárias sob a justificativa de combater a pandemia do coronavírus para permanecer no cargo, uma vez que o opositor Benny Gantz, do partido de centro-direita Azul e Branco, foi incumbido de formar um novo governo após as últimas eleições legislativas.

Na quarta-feira (18/03), o presidente do Parlamento,  suspendeu as atividades da Casa alegando uma discordância entre os dois maiores partidos, o Likud, liderado por Netanyahu, e o Azul e Branco, liderado por Gantz, na formação de uma comissão parlamentar.


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A atitude foi condenada inclusive pelo presidente israelense, Reuven Rivlin, que pediu ao presidente do Parlamento para não deixar "a crise sanitária, por mais séria que seja, afetar nossa democracia".

Nos últimos dias, o governo israelense ainda aprovou uma medida que autoriza empresas de segurança a rastrearem dados telefônicos de pessoas com suspeita de estarem infectadas com o coronavírus.

Reprodução
Manifestantes acusam Netanyahu de tomar medidas autoritárias para se manter no cargo

As medidas foram tomadas antes do julgamento de Netanyahu, que é acusado de fraude e quebra de confiança, por aceitar subornos e favorecer donos de emissoras de Israel. Netanyahu também suspendeu reuniões com mais de 10 pessoas.

A Associação dos Direitos Civis do país afirmou que a medida abre um "precedente perigoso e uma ladeira escorregadia que deve ser abordada e resolvida após muito debate e não após uma breve discussão".

De acordo com o mapa da Universidade John Hopkins dos Estados Unidos, Israel contabiliza 677 casos do Covid-19 e nenhuma morte.

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