Chile decide adiar plebiscito constituinte por coronavírus

'Chegamos a um acordo para mudar o calendário eleitoral e assim poder resguardar a vida e a saúde de nossos compatriotas', disse presidente do Senado chileno

Os partidos políticos do Chile, tanto os da base do governo como os da oposição, concordaram nesta quinta-feira (19/03) em adiar a realização do plebiscito que decidirá se o país deve ou não ter uma nova Constituição por conta do avanço da pandemia de coronavírus.

A votação, que aconteceria originalmente no dia 26 de abril, foi agendada para o dia 25 de outubro. A decisão já foi aprovada pelo Serviço Eleitoral do Chile (Servel).

"Hoje, chegamos a um acordo para mudar o calendário eleitoral e assim poder resguardar a vida e a saúde de nossos compatriotas. Parabenizo as forças políticas e os 15 partidos que fizeram parte deste acordo por estarem à altura do que o Chile de hoje nos exige", disse a presidente do Senado, Adriana Muñoz.


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Além disso, foram adiadas as eleições primárias e gerais para prefeitos e governadores, e o possível segundo turno das eleições estaduais.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, também destacou a importância da decisão e assegurou que não seria prudente manter o plebiscito em abril pela possibilidade de um pico no contágio do coronavírus neste período.

David Lillo / Minsal
Sebastián Piñera também destacou a importância da decisão

A realização do plebiscito constituinte do Chile foi uma das principais demandas dos protestos massivos que tomaram as ruas do país desde o final de 2019. As políticas neoliberais do presidente Sebastián Piñera passaram a ser questionadas pela população, bem como a atual Carta Magna aprovada pela ditadura de Augusto Pinochet.

Até o momento, de acordo com o mapa da Universidade John Hopkins dos Estados Unidos, o Chile tem 342 casos de coronavírus confirmados e nenhuma morte.

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