Na contramão de Bolsonaro, Fernández pede rigor em quarentena na Argentina: 'quem viola não tem consciência'

Declarações de Fernández contrastam com o pronunciamento oficial de Bolsonaro que voltou a minimizar a pandemia do coronavírus e pediu o fim da quarentena

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, destacou nesta quarta-feira (25/03) a importância da quarentena no país para combater a pandemia de coronavírus e disse que aqueles que violam o isolamento não têm consciência.

"É possível que, entre as pessoas que saiam às ruas, exista alguém que não está autorizado a sair. Eu lhes digo que onde os encontrarmos vamos apreender seus veículos. Porque são uns inconscientes", disse o mandatário.

As declarações de Fernández, dadas em entrevista ao canal A24, contrastam com o pronunciamento oficial do presidente brasileiro Jair Bolsonaro que, na noite desta quarta-feira (24/03), voltou a minimizar a pandemia do coronavírus e pediu o fim da quarentena.


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Segundo o mandatário argentino, as autoridades têm permissão para atuar de maneira profunda para manter o isolamento das pessoas no país, "porque se não entra com a razão, vai entrar com a força".

"Quero que todos sigam ajudando, porque é um esforço grande que estamos fazendo", afirmou.

Presidencia Argentina
Declarações de Fernández contrastam com o pronunciamento oficial de Bolsonaro

A quarentena obrigatória na Argentina começou na última sexta-feira (20/03) e está prevista para durar até o dia 31 de março.

A medida só permite que os cidadãos saiam de casa para ações essenciais, como a compra de alimentos e de remédios, com exceção daqueles que trabalham em serviços essenciais - como médicos, enfermeiros, equipes de saúde, entre outros. 

"Continuamos a ter o problema de gente que não entende que não deve circular pelas ruas porque o risco de contágio é enorme. Ninguém deve sair de casa. É hora de entender que estamos protegendo a saúde de todos", disse Fernández ao anunciar o isolamento.

Segundo o mapa da Universidade John Hopkins, nos EUA, a Argentina tem até o momento 387 casos confirmados de coronavírus, tendo registrado sete mortes.

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