Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Especialistas alertam para segunda onda de contágios no Reino Unido

Representantes da classe médica britânica criticam flexibilização, um dia após anúncio de reabertura na Inglaterra

Especialistas alertam para segunda onda de contágios no Reino Unido

Representantes da classe médica britânica são contra a flexibilização das medidas de contenção contra o coronavírus na Inglaterra. Em carta publicada nesta quarta-feira (24/06) no British Medical Journal, eles alertam para o “risco real” de uma segunda onda de infecções no país.

O texto foi divulgado um dia após o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciar a reabertura, a partir de 4 de julho, de bares, restaurantes, hotéis, cabeleireiros, museus e cinemas – fechados desde o final de março. As novas medidas só valem para a Inglaterra. Na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, as flexibilizações são decididas pelas autoridades locais.

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A decisão foi elogiada por ampla parcela do setor econômico, que enfrenta recessão e perda maciça de postos de trabalho após mais de três meses de restrições.


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Os especialistas em saúde, por sua vez, afirmam ser necessário agir rapidamente para evitar ainda mais fatalidades e perdas para a economia. “Muitos elementos da infraestrutura necessária para conter o vírus ainda estão sendo implementados, mas ainda existem desafios significativos”, diz a carta.

“Embora a magnitude da pandemia no Reino Unido seja difícil de prever, as evidências disponíveis sugerem que surtos locais estão se tornando mais prováveis e uma segunda onda é um risco real.”

Representantes da classe médica britânica criticam flexibilização, um dia após anúncio de reabertura na Inglaterra

picture-alliance/Photoshot/J. Ng

Ruas de Londres às vésperas de novas flexibilizações entrarem em vigor

O texto afirma ainda que o governo deve não apenas combater as consequências econômicas da primeira onda de contágio rapidamente, mas também deve garantir que o país esteja adequadamente preparado para uma segunda onda.

Entre os signatários da carta aberta estão o presidente da Associação Médica Britânica, que representa os médicos do Reino Unido, e os diretores da Faculdade Real de Cirurgiões, da Faculdade Real de Médicos e da Faculdade Real de Medicina de Emergência.

Assessores governamentais do setor médico também descreveram a flexibilização anunciada na terça-feira como “não isenta de riscos”.

O Reino Unido é o país mais severamente afetado na Europa pela pandemia de coronavírus. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, quase 308 mil pessoas foram infectadas e mais de 43 mil morreram. A taxa de mortos por 100 mil habitantes é a maior do mundo, ficando acima de 64. Os especialistas reconhecem que a subnotificação é alta.

Fonte: Deutsche Welle

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