Defensoria Pública do Equador fala em ao menos 5 mortos após protestos

Casa da Cultura, em Quito, capital do Equador, foi ocupada pela organização para que fosse levado os corpos dos cinco membros que morreram nos protestos

A Defensoria Pública do Equador confirmou nesta quinta-feira (10/10) a morte de cinco pessoas durantes os protestos que ocorrem no país há uma semana contra o pacote de medidas econômicas anunciado pelo presidente Lenín Moreno. 

"A Defensoria Pública, frente ao sensível falecimento de Inocencio Tucumbi, dirigente da Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie) de Cotopaxi, e de mais quatro pessoas no país, expressa aos familiares a sua solidariedade por uma perda irreparável", afirmou o órgão em nota. A instituição ainda fez um pedido ao governo para que se "erradique a violência" e que seja garantido o "direito de manifestações sociais de forma pacífica".

Movimentos sociais falam que o número, na verdade, pode já ter chegado a sete.

Nesta quinta-feira, o defensor público, Freddy Carrión Intriago, foi até a Casa da Cultura em Quito, local onde os manifestantes do movimento indígena se reuniram nesta manhã. Segundo a Defensoria, a presença de Intriago junto ao movimento simbolizou o apoio às vítimas da repressão contra os protestos.

Conaie/Reprodução
Manifestantes fizeram um minuto de silêncio pelos cinco mortos

Ainda nesta quinta-feira, os manifestantes fizeram um minuto de silêncio pelos "companheiros que morreram" e pediram  "que sua força e sua convicção na luta pela defesa dos direitos dos mais pobres siga iluminando este caminho de insurreição popular frente um governo opressor".

Marcha e protestos

Na quarta-feira (09/10), movimentos indígenas, povos originários do país e grupos civis realizaram uma marcha em direção ao centro histórico de Quito contra o governo de Moreno. Ainda na quarta-feira, houve uma greve nacional contra o pacote econômico.

Na semana passada, Moreno anunciou um conjunto de medidas econômicas após exigências do FMI. Entre os anúncios, está o aumento dos combustíveis em mais de 100%. O presidente reiterou que não revogará tal conjunto de medidas econômicas, que provocaram protestos no país.

Comentários