Carnaval é revolução

Já é Carnaval no Brasil. Desde outubro, se não me engano

Ludmilla Balduino

Goiânia (Brasil)

Já é Carnaval no Brasil. Desde outubro, se não me engano.

Mas essa semana é quando a gente chega ao ápice da diversão. Quando bolamos o mirabolante, criamos sem limites, ousamos sem julgamentos, nos divertimos sem medo.

Carnaval é a expressão da vida. É quando todos nós somos artistas. 

Claro que tem gente que gosta de Carnaval só por causa das drogas e do sexo abundante. Acho que não tem problema algum em gostar de Carnaval só por causa das drogas e sexo abundante.

Eu gosto porque é quando podemos ser quem quisermos, sem sermos julgados. Quer dizer, sempre tem alguém que vai julgar, mas quem se importa? É Carnaval. 

Foda-se quem julga. No Carnaval tudo é permitido. Até mesmo julgar.

Carnaval é libertação. É se libertar e deixar o outro livre, também. Porque não adianta nada sair com os mamilos de fora na rua e se importar com o que os outros vão dizer. Aí você não está sendo livre.

Na verdade, nada importa. 

Meu sonho é que um dia vivamos um Carnaval eterno. 

Que tenhamos tempo livre para criar as nossas próprias fantasias. 

Que a rua seja um grande parque de diversões.

Que nos encontremos sem mágoas, sem histórias passadas, sempre sãos, sempre livres, amorosos, nos abraçando e nos beijando.

Cuidando uns dos outros para que sobrevivamos da maneira mais íntegra possível. 

Um viva aos mamilos!

Como diria aquele poeta, o Divino Maravilhoso:

O carnaval é o momento onde os oprimidos têm voz. Se esconder atrás das máscaras é uma das poucas formas de expressar suas verdadeiras emoções. Mas quem disse que a brincadeira acaba aí! Vista sua roupa, use sua máscara e seja feliz.

Liberte-se

Viva cada minuto

E depois quando acabar não esqueça sua máscara!

Agência Brasil
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