Brasil recebe 4 indicações ao Bafta, sendo 2 para ‘O Agente Secreto’
Filme de Mendonça Filho disputará por Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original; documentário ‘Apocalipse nos Trópicos’ e fotógrafo Adolpho Veloso também concorrem
A Academia Britânica de Artes do Cinema (Bafta, por sua sigla em inglês), anunciou nesta terça-feira (27/01) os indicados à edição de 2026 da sua premiação anual, a maior do cinema no Reino Unido. A lista de concorrentes conta com quatro indicações para o Brasil.
O filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, foi nominado em duas categorias, sendo a principal delas a de Melhor Filme em Idioma Não Inglês, no qual a obra concorrerá contra Valor Sentimental (Noruega), Foi Apenas um Acidente (França/Irã), A Voz de Hind Rajab (Tunísia) e Sirat (Espanha).
A outra categoria disputada pela película será a de Melhor Roteiro Original, na qual também estão Pecadores, Valor Sentimental, Marty Supreme e I Swear.
Além das indicações de O Agente Secreto, o Brasil concorrerá em outras duas categorias, com filmes distintos.
Em Melhor Documentário, a película Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, ficou entre os cinco finalistas, e enfrentará A 2000 Metros de Andriivka, Seymour Hersh: Em Busca da Verdade, Mr. Nobody Against Putin e A Vizinha Perfeita.
A outra indicação brasileira é através de um filme norte-americano, Sonhos de Trem, cujo fotógrafo, Adolpho Veloso, concorrerá a Melhor Fotografia. Os demais filmes indicados nessa categoria são Pecadores, Frankenstein, Marty Supreme e Uma Batalha Após a Outra.

A atriz Tânia Maria em cena de ‘O Agente Secreto’
Victor Jucá / Divulgação
Brasil no Batfa
O Agente Secreto é o sexto filme brasileiro a ser indicado ao prêmio de Melhor Filme em Idioma Não Inglês no Bafta.
A primeira vez que o país disputou essa estatueta foi marcada por uma vitória, em 1999, com Central do Brasil, de Walter Salles. Que venceu a disputa contra A Vida é Bela (Itália), Carne Trêmula (Espanha) e Le Bossu (França).
Em 2002, outro filme dirigido por Salles, Abril Despedaçado, perdeu o prêmio para Amores Perros, do México.
No ano seguinte, foi a vez de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Katia Lund, concorrer na mesma categoria, mas acabou preterido por Fale com Ela, da Espanha.
A quarta indicação, a terceira de Walter Salles, foi em 2005, e também terminou com vitória, mas com uma produção brasileira-argentina: o filme Diários de Motocicleta, que superou A Voz do Coração (França), Má Educação (Espanha), Eterno Amor (Estados Unidos) e O Clã das Adagas Voadoras (China).
Embora não seja um filme brasileiro, o britânico A Esperança Vem do Lixo, dirigido por Stephen Daldry e falado em português, com uma trama que se passa no Brasil, disputou o prêmio em 2015 e perdeu contra Ida, uma co-produção entre Polônia e Dinamarca.
Finalmente, em 2025, o Brasil teve sua sexta indicação, a quarta de Walter Salles, com Ainda Estou Aqui, mas que foi derrotada por Emilia Pérez (França).
O diretor brasileiro Fernando Meirelles também disputou uma vez o prêmio de Melhor Direção, em 2008, pelo filme O Jardineiro Fiel, co-produção entre Reino Unido e Estados Unidos, mas perdeu o prêmio para o taiwanês Ang Lee, pelo filme norte-americano O Segredo de Brokeback Montain.























