Enquanto amplia presença no Brasil, Netflix enfrenta pressão de Trump contra compra da Warner
Empresa sediada na Califórnia completou 15 anos no mercado brasileiro com nova sede em São Paulo e ampliação em 60% na audiência de filmes nacionais
A Netflix, que completou 15 anos no mercado brasileiro na última semana, pode ter sua negociação em torno da Warner Bros. Discovery prejudicada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O principal motivo do conflito com o republicano é um contrato exclusivo e já expirado entre a empresa californiana e o casal Obama, firmado em 2018 e motivo de queixas de Trump durante o seu primeiro mandato.
Embora o contrato já tenha expirado, fontes ouvidas pelo New York Post afirmam que Trump estaria inclinado a interferir na negociação em prol da Paramount, gerida por Larry Ellison, cuja proposta já foi recusada pela Warner, que a considerou inadequada, arriscada e incompatível com os termos já firmados com a Netflix, no início de dezembro.
Outro desafio da empresa criada em 2010, com atuação em 190, é desbancar a Amazon Prime Video, que avançou nos índices de preferência dos brasileiros, e está na liderança no país.
Ações neste sentido estão sendo feitas. Ao comemorar seus 15 anos de Brasil, a Netflix anunciou a exibição exclusiva de “O Agente Secreto”, a aposta nacional para o Oscar 2026, que já angariou prêmios em vários festivais, como o Globo de Ouro.

Sede da Netflix em Los Gatos, na Califórnia
Coolcaesar/ Wikimedia Commons
Investimentos no Brasil
A empresa também inaugurou um novo escritório na capital paulista, no bairro de Pinheiros, projetado para abrigar cerca de 300 funcionários, o que injetou US$ 25 milhões na economia local.
Segundo o co-CEO da plataforma, Greg Peters, a expansão reflete o compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro e com a comunidade criativa do país. Entre julho e dezembro de 2025, a audiência global dos filmes nacionais cresceu 60% em relação ao semestre anterior e, nos últimos três anos, foram firmadas parcerias com mais de 40 produtoras nacionais, gerando cerca de 12 mil empregos diretos e indiretos.
A principal concorrente da empresa no país, segundo o ranking do JustWatch, divulgado nesta semana, com base no comportamento de mais de 5 milhões de usuários mensais, é o Amazon Prime Video, que obteve 21% da participação no ano passado, enquanto a Netflix caiu para 19%, após perder quatro pontos percentuais, seguida da Disney+ (18%) e HBO Max (11%). Apple TV+ e Paramount+ registraram crescimento de 1 ponto percentual, chegando a 9% e 7%, respectivamente.
























