Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
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Pelo menos 18 pessoas morreram em decorrência das temperaturas baixas provocadas pela megatempestade que varre os Estados Unidos, informou a agência de notícias Reuters.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, disse que sete pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o fim de semana, afirmando a repórteres que “não há lembrete mais poderoso do perigo do frio extremo”.

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Outras duas pessoas morreram de hipotermia em Louisiana, informou o departamento de saúde do estado do sul.

Em Iowa, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas no sábado durante uma colisão relacionada ao clima de inverno, segundo a patrulha estadual local.

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No Texas, as autoridades confirmaram três mortes, incluindo a de uma garota de 16 anos que morreu em um acidente de trenó.

E emissora americana NBC contabilizou ainda mortos nos estados da Pensilvânia, Kansas, Massachusetts e Arkansas.

Ruas congeladas e casas sem energia

Desde o fim de semana, mais de 200 milhões de pessoas estão sob estado de alerta por causa das condições extremas, que poderão se prolongar ao longo de vários dias.

Estima-se que 800 mil casas ou estabelecimentos continuem sem energia elétrica, e quase 20 mil voos foram cancelados, incluindo no Brasil.

Autoridades de Nova York alertam para o risco de temperaturas baixíssimas durante megatempestade nos EUA
Charly Triballeau/AFP

De Nova York e Massachusetts, no nordeste, ao Texas e à Carolina do Norte, no sul, estradas ficaram congeladas, escorregadias ou soterradas pela neve.

Autoridades em várias partes do país pediram que a população permanecesse em casa, evitando qualquer deslocamento não essencial. Diversas escolas e repartições públicas fecharam as portas.

Condições raras

Em alguns estados do sul, os moradores enfrentaram condições de inverno inéditas em décadas, com grossas camadas de gelo derrubando árvores e linhas de energia.

Em Tulsa, no estado de Oklahoma, Ryan DuVal passou parte do domingo dirigindo com o seu caminhão pelas ruas congeladas da cidade, à procura de qualquer pessoa que precisasse de ajuda.

“Eu simplesmente vi a necessidade de tirar as pessoas do frio”, disse ele. “Sabe, apenas percorrer as ruas, ver alguém, oferecer uma carona. Se aceitarem, ótimo. Caso não, pelo menos posso aquecê-las e dar uma água, uma refeição, alguma coisa.”

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, mobilizou tropas da Guarda Nacional para ajudar na resposta emergencial à tempestade. Ela alertou que “cinco ou seis minutos do lado de fora podem ser literalmente perigosos para a saúde”. A cidade chegou a registrar sensação térmica de -22 ºC – um recorde.

A tempestade é resultado de um vórtice polar estendido, uma região ártica de ar frio e baixa pressão que às vezes assume um formato oval, fazendo com que o ar gelado se espalhe pela América do Norte. Cientistas dizem que a crescente frequência dessas perturbações pode estar ligada às mudanças climáticas.