Presidente de Cuba chega a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU

Eu seu pronunciamento durante Cúpula para a Paz 'Nelson Mandela', Díaz-Canel disse que 'a paz mundial se vê ameaçada pela filosofia da dominação'; é a primeira vez dele nos EUA desde eleição

Redação

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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, viajou neste domingo (23/09) aos Estados Unidos para participar da 73ª Assembleia Geral das Nações Unidas realizada em Nova York. Esta é a primeira vez que o mandatário vai aos EUA após ser eleito em abril.

Em sua primeira participação, o cubano discursou nesta segunda-feira (24/09) na Cúpula da Paz "Nelson Mandela", homenageado pela ONU pelo centenário de seu nascimento.

O presidente de Cuba elogiou o antigo líder sul-africano dizendo que "nos alegra e reconforta que a Assembleia Geral das Nações Unidas se reúna em uma Cúpula para a Paz e que essa cúpula leve o nome de Nelson Mandela".

Em seu pronunciamento, Díaz-Canel afirmou que "a paz mundial se vê ameaçada pela filosofia da dominação" e citou povos refugiados de nações em guerra que "são vítimas de uma segregação silenciosa e silenciada".

O mandatário ainda disse que a homenagem a Mandela "reconhece a heroica luta do povo sul-africano contra o vergonhoso regime do Apartheid", e lembrou a parceira de Cuba com os povos da África que "se manteve por mais de 50 anos como uma prioridade da política exterior da Revolução cubana".

O discurso do presidente de Cuba na Assembleia Geral está previsto para terça-feira (25/09), na cúpula que dura até o dia 1º de outubro.

Bloqueio econômico

A data marca também os 58 anos de duração do bloqueio econômico a Cuba, imposto em 1960 pelos EUA.

Há 25 anos, as Nações Unidas se posicionam contra a medida norte-americana e, com exceção de Estados Unidos e Israel, os demais países membros costumam votar pelo fim do bloqueio.

Às vésperas do início da Assembleia Geral, organizações sociais e partidos políticos também se manifestaram pelo fim da medida.


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