EUA confirmam presença de secretário de Estado em posse de Bolsonaro

Em comunicado oficial, Casa Branca confirma presença de Mike Pompeo para a posse do presidente eleito; premiê israelense e mandatário chileno também comparecerão

Redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu seu secretário de Estado, Mike Pompeo, para liderar a delegação que representará o seu governo na posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em janeiro.

Em comunicado divulgado na noite desta segunda-feira (17/12) pelo serviço de imprensa da Casa Branca, acompanharão Pompeo o administrador da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, Mark Green, o encarregado de negócios no Brasil, William Popp, e  o diretor para assuntos de América Latina do Conselho de Segurança Nacional, Mauricio Claver-Carone.

"O Presidente Donald J. Trump anunciou hoje a designação de uma delegação presidencial para a República Federativa do Brasil para participar da posse de sua Excelência Jair Bolsonaro em 1 de janeiro de 2019, em Brasília, Brasil", diz o comunicado.

Outros líderes confirmaram que comparecerão à posse do presidente eleito, em Brasília. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta segunda que irá visitar o Brasil durante cinco dias - de 28 de dezembro a 2 de janeiro - e que pretende se reunir com Bolsonaro antes de viajar à capital para a cerimônia. Netanyahu será o primeiro líder israelense a visitar o Brasil.

O presidente do Chile, Sebastian Piñera, foi o primeiro líder internacional a confirmar presença.

Venezuela e Cuba

O Itamaraty confirmou nesta segunda-feira (17/12) a Opera Mundi que convidou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, sob orientação do novo governo, mas que voltou atrás após um pedido da própria equipe de transição.

No domingo (16/12), o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou que o presidente Nicolás Maduro havia sim sido convidado pelo Itamaraty, mas que havia declinado.  A declaração veio pouco tempo depois de o futuro chanceler de Bolsonaro, Ernesto Araújo, dizer que o venezuelano não teria sido convidado. "Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolás Maduro para a posse do PR Bolsonaro. Todos os países do mundo devem deixar de apoiá-lo e unir-se para libertar a Venezuela", escreveu Araújo.

Bolsonaro também se manifestou no domingo sobre os convites para sua posse, dizendo que Maduro "não recebeu [convite] e nem vai receber. Nem ele, nem o ditador que substituiu Raúl Castro", disse o presidente eleito, em referência ao governo do mandatário cubano, Miguel Díaz-Canel. 

Wikicommons
Trump escolheu Pompeo para comparecer à posse de Bolsonaro

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