Quem subjugar soberania brasileira também terá problemas com os EUA, diz Eduardo Bolsonaro após reunião com Trump

Deputado se reuniu com presidente norte-americano em Washington para discutir a Amazônia; 'achamos extremamente significativo', disse chanceler brasileiro, que também esteve na reunião

O deputado federal Eduardo Bolsonaro, indicado para assumir a embaixada do Brasil em Washington, afirmou nesta sexta-feira (30/08) que as tentativas de subjugar a soberania nacional do Brasil encontrá resistência dos Estados Unidos.

As declarações foram dadas após o deputado e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, serem recebidos na Casa Branca pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com quem conversaram sobre a Amazônia.

"Todos os líderes que tentarem subjugar a soberania nacional encontrarão problemas não só com o Brasil, mas também com os EUA", disse Eduardo.

Por sua vez, o chanceler brasileiro afirmou que o encontro foi simbólico para transmitir à comunidade internacional a parceria entre as duas nações.

"Não tínhamos expectativas de sair daqui com nada, mas achamos extremamente significativo que o presidente Trump tenha nos recebido", disse Araújo. 

A delegação brasileira ainda disse que agradeceu Trump por sua postura de "amizade com o Brasil" durante a reunião do G7 no último fim de semana em Biarritz, na França. 

"O presidente Trump foi completamente contra isso, tanto pela amizade com o Brasil quanto por compartilhar da visão de mundo de que não é assim que o mundo funciona", disse o ministro das Relações Exteriores em referência à fala do presidente francês Emmanuel Macron sobre a possibilidade de impor um "status internacional" à Floresta Amazônica, o que Araújo chamou de "relativizar a soberania brasileira sobre" a região.

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Deputado se reuniu com presidente norte-americano em Washington para discutir a Amazônia

Crise diplomática

Na última semana, o presidente do Brasil, Jair Bolsoanro, iniciou uma crise diplomática após o aumento dos incêndios causados na Floresta Amazônica, o que gerou preocupação de diversos países do mundo.

Além de desdenhar das verbas enviadas pelos governos norueguês e alemão ao Fundo Amazônia, Bolsonaro questionou dados oficiais do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), culpou, sem provas, ONGs que combatem o desmatamento pelas queimadas e dirigiu criticas ao presidente da França que se mostrou preocupado pela falta de ação do governo brasileiro.

Macron afirmou que o mandatário brasileiro mentiu sobre seus compromissos com o clima assumidos durante o G20 e declarou que nas condições de "crise internacional" gerada pelos incêndios na Amazônia, a "França se opõe ao acordo" da UE com o Mercosul.

Por sua vez, Bolsonaro chegou a ofender publicamente a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, ao comentar em uma rede social uma publicação que comparava a esposa do mandatário francês com Michelle Bolsonaro, esposa do ultradireitista brasileiro.

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