Venezuela repudia decisão do Brasil de conceder refúgio a militares envolvidos em assalto a quartel

Em nota conjunta, Itamaraty e Ministério da Defesa disseram que os cinco suspeitos foram acolhidos por 'Força Tarefa' e dariam entrada em 'solicitação de refúgio no Brasil'

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela rechaçou a decisão do Brasil de conceder status de refúgio a cinco militares desertores venezuelanos suspeitos de envolvimento em um assalto a um batalhão militar venezuelano próximo à fronteira entre os dois países.

Em comunicado divulgado neste domingo (29/12) pelo chanceler Jorge Arreaza, a chancelaria denunciou perante à comunidade internacional "a decisão do governo do Brasil de dar status de refugiados aos cinco terroristas" que confessaram participação no "ataque armado ao Batalhão de Infantaria 513 do Gran Sabana", quando roubaram 120 fuzis e 9 lança-foguetes, deixando um militar morto.

"Ao outorgar refúgio a suspeitos não contemplados nas convenções internacionais correspondentes, o Brasil não só viola o direito internacional humanitário, com estabelece perigosos precedentes", afirmou Caracas.


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Em nota conjunta divulgada no último sábado (28/12), o Itamaraty e o Ministério da Defesa do Brasil afirmaram que os militares venezuelanos foram recebidos "pela Força Tarefa Logística Humanitária Operação Acolhida, onde iniciarão os procedimentos para solicitação de refúgio no Brasil, a exemplo de outros militares venezuelanos em situação similar".

AVN
Segundo Arreaza, atitude da diplomacia brasileira confirma proteção dos EUA para agredir Venezuela

De acordo com o governo venezuelano "o Brasil se converte, assim, em cúmplice de atividades armadas contra países vizinhos e em protetor de delinquentes e mercenários que as protagonizam".

Segundo Arreaza, a atitude "insólita" da diplomacia brasileira confirma “a proteção e a cumplicidade dos governos satélites dos Estados Unidos para agredir a paz da Venezuela através de mercenários que confessaram seus crimes”.

"O povo da Venezuela tem certeza que o povo do Brasil não aprova as decisões temerárias como as que tem tomado o debilitado governo de Jair Bolsonaro", diz o texto.

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