Irã convoca representante do Brasil em Teerã após nota do Itamaraty em apoio aos EUA

Informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores; convocação de embaixador ou representante diplomático é gesto forte de desagravo na diplomacia

O governo do Irã convocou a encarregada de negócios da embaixada do Brasil no país, Maria Cristina Lopes, para prestar esclarecimentos a respeito da nota do Itamaraty sobre a morte do general Qassim Suleimani, ocorrido por um bombardeio norte-americano no aeroporto de Bagdá, no Iraque, na última quinta-feira (02/01). A informação foi confirmada pelo Itamaraty na noite desta segunda-feira (06/01). 

"Informamos que a Encarregada de Negócios do Brasil em Teerã, assim como representantes de países que se manifestaram sobre os acontecimentos em Bagdá, foram convocados pela Chancelaria iraniana. A conversa, cujo teor é reservado e não será comentado pelo Itamaraty, transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática", informou o Ministério das Relações Exteriores. 

A convocação de um embaixador ou representantes diplomático para dar explicações é um gesto forte por parte de um país como uma maneira de demonstrar descontentamento.


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Em comunicado divulgado na última sexta-feira (03/01) pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro manifestou "seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo".

Itamaraty
governo brasileiro manifestou 'seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo'

Ainda na nota, o Itamaraty afirmou que "o Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento".


Em entrevista a jornalistas no Planalto nesta segunda-feira, Bolsonaro chegou a afirmar que o alinhamento com os EUA no conflito existe e que o Brasil vai "entregar terroristas".

Já nesta terça-feira (07/01), o presidente brasileiro disse que pode não ir à Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, por conta da escalada do conflito entre Washington e Teerã.

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