Itamaraty remove diplomatas e funcionários de embaixada e consulados na Venezuela

Segundo coluna do jornalista Jamil Chade, Ministério de Relações Exteriores da Venezuela negou a possibilidade de retirar seus diplomatas de Brasília em resposta

Atualizada às 18h06

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, removeu nesta quinta-feira (05/03) 15 funcionários da embaixada brasileira em Caracas, capital da Venezuela, e de outras representações diplomáticas que ficam no país vizinho.

Segundo o jornal Globo, os colaboradores foram avisados sobre a decisão nesta quarta-feira (04/03). A remoção de quatro diplomatas e 11 funcionários foi publicada no Diário Oficial, sem nenhuma explicação sobre a medida.

De acordo com o jornalista Jamil Chade, com a decisão do Itamaraty, era esperado pelo governo brasileiro que a Venezuela retirasse seus representantes de Brasília. No entanto, o Ministério de Relações Exteriores venezuelano negou tal possibilidade e afirmou que os diplomatas permanecem no Brasil.


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Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o governo brasileiro pediu a Caracas para que todos os diplomatas venezuelanos deixem o país.

Foram removidos funcionários do consulado-geral do Brasil em Caracas, em Ciudad Guayana e do vice-consulado em Santa Elena de Uairén, cidade próxima à fronteira com Roraima. O jornal O Globo também aponta que todo o trâmite de saída pode demorar cerca de dois meses.

Palácio do Planalto
Itamaraty publicou no Diário Oficial a remoção de 14 funcionários que estão na Venezuela

Tensão diplomática 

Em maio de 2016, Maduro chamou de volta a Caracas o embaixador venezuelano no Brasil, Alberto Castelar, em protesto contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. A Venezuela designou um encarregado de negócios para representar o país em Brasília. 

Em dezembro 2017, durante o governo de Michel Temer, Maduro expulsou de Caracas o então embaixador brasileiro, Rui Pereira - mas outros diplomatas e funcionários permaneceram representando o Brasil no país vizinho. 

As relações entre os dois países se deterioraram mais ainda em 2019, quando o governo Bolsonaro reconheceu o o deputado de direita Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela para, em seguida, apoiar a tentativa de golpe de Estado levada a cabo por Guaidó quando se autoproclamou presidente do país.  

Gauidó chegou a "nomear" uma embaixadora do seu autoproclamado governo para o Brasil que foi reconhecida pela gestão Bolsonaro, 

Entretanto, a embaixada da Venezuela em Brasília continua sendo administrada por funcionários do governo venezuelano. 

Em novembro de 2019, seguidores de Guaidó chegaram a invadir a embaixada da Venezuela na capital brasileira.

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