Acusações dos EUA contra Maduro demonstram desespero da elite supremacista de Washington, diz chanceler da Venezuela

Departamento de Justiça norte-americano acusou presidente da Venezuela de ligações com narcotráfico e ofereceu recompensa de 15 milhões de dólares por 'informações que levem à prisão de Maduro'

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, condenou nesta quinta-feira (26/03) as acusações feitas pelos EUA de que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e membros de seu governo estariam ligados ao narcotráfico internacional. Segundo o chanceler, as acusações norte-americanas demonstram "o desespero da elite supremacista de Washington".

Nesta quinta-feira, o procurador-geral norte-americano, William Barr, anunciou que o governo dos EUA estava indiciando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e outros membros do governo venezuelano por supostas ligações com "narcotráfico e terrorismo internacional". Além disso, Barr anunciou uma recompensa de 15 milhões de dólares (R$ 76 milhões) para "informações que levem à captura e condenação" de Maduro.

"A política de troca de governo pela força na Venezuela está destinada ao fracasso. Oferecer recompensas ao estilo de vaqueiros racistas do velho oeste demonstra o desespero da elite supremacistas de Washington e sua obsessão contra a Venezuela para alcançar sucesso eleitoral no estado da Florida", disse Arreaza em nota oficial emitida pela chancelaria da Venezuela. 


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As acusações representam uma escalada na política hostil dos EUA contra o governo da Venezuela, que já conta com diversas sanções com objetivo de asfixiar a economia do país latino-americano e forçar uma mudança indireta de governo.

Além do presidente Nicolás Maduro, aparecem na lista de acusados o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, o presidente da Suprema Corte, Maikel Moreno, o ministro de Energias, Tareck El Aissami, entre outras figuras políticas venezuelanas.

Recompensas também foram oferecidas por informações dos outros membros do governo. Os valores são em torno de 10 milhões de dólares (R$ 50,7 milhões).

Cancillería Venezuela
"A política de troca de governo pela força na Venezuela está destinada ao fracasso", disse Arreaza

"A Venezuela denuncia que, em momentos como o que a humanidade se encontra enfrentando a mais feroz das pandemias, o governo de Donald Trump volta a arrematar contra o povo da Venezuela e suas instituições democráticas utilizando uma nova modalidade de golpe de Estado com bases em acusações miseráveis, vulgares e infundadas", disse Arreaza.

O chanceler ainda destacou que o "governo de Donald Trump não aceita que, utilizando um modelo próprio e inédito, o governo de Nicolás Maduro esteja logrando manejar adequadamente as ameaças do covid-19 diante do estrondoso fracasso nesta matéria demonstrado pelas instituições norte-americanas".

Plano terrorista

Nesta quarta-feira, o ministro da Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, denunciou nesta quarta-feira (26/03) a existência de um plano terrorista que seria executado por grupos de mercenários colombianos para tentar assassinar o presidente venezuelano Nicolás Maduro durante a quarentena vigente no país por conta da pandemia de coronavírus.

Segundo Rodríguez, a central de inteligência venezuelana descobriu que os mercenários planejavam realizar assassinatos, explosões e gerar caos no país durante o mês de março. "Pretendiam introduzir um grupo de assalto para assassinar o presidente da República, Nicolás Maduro", afirmou o ministro.

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