Sexta-feira, 9 de outubro de 2026
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Horas depois de os Estados Unidos determinarem o fechamento de todos os seus serviços diplomáticos no Brasil, nesta sexta-feira (02/10), o governo da Austrália tomou medida semelhante, ao anunciar o fechamento de sua Embaixada em Brasília.

Em comunicado, Camberra alega que a medida foi tomada por supostas “preocupações com a segurança”, e recomenda que seus cidadãos evitem se aproximar das instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil.

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O trecho mais chamativo do comunicado diz que “o terrorismo é uma ameaça em todo o mundo” e que atentados “podem ocorrer em qualquer lugar e a qualquer momento”.

“Esteja atento a possíveis ameaças, especialmente em locais públicos. Terroristas podem ter como alvo áreas turísticas ou outros locais frequentados por estrangeiros e onde grandes multidões possam se reunir”, completa a nota, que não aponta uma ameaça terrorista específica no Brasil.

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O comunicado australiano traz mais explicações que a mensagem publicada horas antes pelos Estados Unidos, que não explicou o motivo para o fechamento de seus serviços diplomáticos: o Departamento de Estado apenas citou alertas sobre “ameaças” e afirmou estar trabalhando em conjunto com autoridades brasileiras.

Cenário eleitoral

As decisões de Estados Unidos e Austrália ocorrem dois dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil, marcado para o próximo domingo (04/10).

Neste primeiro turno, as duas principais candidaturas são a do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e a do senador de extrema direita Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023) e apoiado abertamente por Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, membro do governo do também extremista presidente Donald Trump.

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