Candidata da Costa Rica vence primeira votação informal para Secretária Geral da ONU
Rebeca Grynspan obteve dez votos favoráveis e um negativo entre membros do Conselho de Segurança; apoiada pelo Brasil, chilena Michelle Bachelet angariou seis positivos e quatro contra
A economista costarriquenha Rebeca Grynspan saiu na frente na disputa para definir quem assumirá a Secretaria Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a partir de 2027.
Na votação informal entre os representantes diplomáticos dos 15 países do Conselho de Segurança, a economista obteve dez votos favoráveis e apenas um negativo, além de quatro abstenções.
Ex-ministra da Economia e ex-vice-presidente da Costa Rica nos anos 90, Grynspan é a atual diretora da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.
Em segundo lugar ficou a candidata da Guiana, Carolyn Rodrigues Birkett que foi diretora da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) entre 2017 e 2020. Ela obteve nove votos favoráveis, dois contrários e quatro abstenções.
Na terceira posição aparece o argentino Rafael Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e candidato indicado pelo governo do seu país. Ele conquistou sete votos favoráveis, dois contrários e seis abstenções.
Candidata indicada pelo Brasil e pelo México, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet recebeu seis votos favoráveis, cinco negativos e quatro abstenções.
Bachelet foi a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres entre 2010 e 2013 e, posteriormente, atuou como alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, de 2018 a 2022, além de ter governado seu país em dois mandatos não consecutivos (2006-2010 e 2014-2018).
Sua candidatura foi lançada inicialmente pelo governo do Chile, quando o país andino era presidido por Gabriel Boric (2022-2026), mas esse apoio foi retirado após o líder de extrema direita José António Kast assumir o Palácio de La Moneda.

Econmista costarriquenha Rebeca Grynspan foi a mais votada em primeira votação na ONU
UN News
O ex-presidente ganense Macky Sall obteve seis votos favoráveis, sete negativos e duas abstenções, a ex-chanceler do Equador María Fernanda Espinosa recebeu cinco votos favoráveis, dois negativos e oito abstenções. Finalmente, o diplomata ugandense Olara Otunnu conquistou dois votos favoráveis, cinco negativos e oito abstenções.
O Conselho de Segurança seguirá realizando votações durante o mês de agosto, até escolher um nome para ser apresentado à Assembleia Geral da ONU, em setembro. A próxima votação ainda não uma data definida.
Quem vencer a disputa sucederá o português António Guterres, assumindo em 1 de abril de 2027 um mandato de cinco anos – até 2032 –, com direita uma reeleição.
























