Pandas podem desaparecer do Japão devido às tensões com China
Imprensa japonesa alerta que Pequim pode suspender novos empréstimos de ursos devido às declarações da primeira-ministra japonesa sobre Taiwan
O Japão corre o risco de ficar sem ursos panda em seus zoológicos devido à deterioração das relações diplomáticas com a China, após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre um possível envolvimento militar em Taiwan.
Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, o prazo para devolver os filhotes gêmeos Xiao Xiao e Lei Lei, atualmente em um zoológico em Tóquio, está se aproximando. Eles são os únicos pandas no Japão, mas devem retornar à China, que tem o animal como símbolo nacional e cultural, até fevereiro.
A agência lembra que “grandes multidões” visitam os animais no Jardim Zoológico de Ueno, representando a atração de “um interesse público significativo”.
Até junho passado, outros quatro pandas-gigantes estavam em um zoológico na província de Wakayama, mas foram devolvidos para Pequim.

Pandas gêmeos Xiao Xiao e Lei Lei, no Jardim Zoológico de Ueno, no Japão
江戸村のとくぞう/Wikicommons
“Os pandas podem desaparecer completamente do Japão”, um fã manifestou preocupação à Kyodo. Já um funcionário do zoológico afirmou que os pandas são “animais especiais que acalmam as pessoas só de serem vistos”, apelando por sua permanência no Japão.
As tensões entre os dois países asiáticos estão aumentando devido aos comentários de Sanae Takaichi, que afirmou que Tóquio responderia caso Pequim enviasse forças militares para Taiwan, território reivindicado pela China.
Pequim, por sua vez, classificou as declarações da governante como “errôneas e perigosas”, denunciando-as como uma ameaça de “intervenção armada”. Para a imprensa japonesa, a crise pode fazer a China suspender novos empréstimos de pandas.
Yukinori Yokomi, secretário-geral da Associação de Amizade Japão-China, afirmou que “os pandas são mensageiros da paz” entre os dois países. “Receio que os esforços para trazê-los para cá possam ser frustrados devido à recente controvérsia”, disse ele.
(*) Com RT en español























