Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, fizeram declarações à imprensa no início da reunião bilateral realizada nesta quinta-feira (24/09).
O encontro na Casa Branca acontece durante visita do mandatário chinês ao país norte-americano, em paralelo à 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Durante seu discurso, Trump afirmou que “é uma honra para nós recebermos em Washington o presidente Xi, que se converte no primeiro líder chinês em fazer uma segunda visita de Estado oficial aos Estados Unidos”.
“Hoje, nossos dois países contribuirão mais uma vez para a beleza do mundo. Tenho orgulho da relação entre nossos dois países. O progresso nas questões que nossos dois países enfrentam. Trabalhando juntos, o presidente Xi e eu fizemos progressos tremendos nessas questões”, acrescentou.
O presidente norte-americano também recordou sua visita a Pequim em maio passado, e que, na ocasião, os dois países criaram o Conselho de Comércio, descrito por ele como “um mecanismo totalmente novo, através do qual nossas equipes têm trabalhado arduamente para construir uma relação comercial mais equilibrada, e estão tendo um sucesso incrível”.
Como disse Trump, esta é a segunda visita de Xi Jinping aos Estados Unidos. O líder chinês, que assumiu a Presidência do seu país em 2013, esteve pela primeira vez em Washington há exatos 11 anos, em setembro de 2015, quando se encontrou com o então presidente Barack Obama (2009-20217).
Durante a reunião com Trump, Xi reafirmou a posição da China sobre sua integridade territorial, especialmente com relação à soberania sobre Taiwan.
Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, o mandatário instou Trump a declarar abertamente que se opõe à independência de Taiwan. “Esperamos que os Estados Unidos mantenham uma postura prudente”, disse o presidente chinês.
A declaração coloca em xeque a política norte-americana sobre o tema, que nos últimos anos tem se baseado em apoiar os movimentos independentistas taiwaneses.
Outro assunto importante abordado na reunião foi a guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Também segundo a agência Xinhua, Xi disse a Trump que os Estados Unidos devem retornar à mesa de negociação com vistas a buscar um acordo com Teerã e colocar fim ao conflito.


O mandatário chinês teria dito, ademais, que o apoia um acordo dentro dos termos estabelecidos pelo Memorando de Entendimento assinado em junho passado por ambos os países, mas abandonado no mês seguinte após ambas as partes acusarem a outra de descumprir cláusulas.
Em seu pronunciamento, o presidente chinês disse que Washington e Pequim “devem ser parceiros, não adversários” no cenário internacional.
“A China e os Estados Unidos devem trabalhar na mesma direção para promover uma relação estável, caracterizada principalmente pela cooperação, competição moderada, diferenças administráveis e paz duradoura, forjando um caminho correto para que as duas grandes potências coexistam adequadamente na nova era”, salientou.
Esta é a terceira reunião bilateral entre Xi e Trump nos últimos 12 meses. Além deste e do já mencionado encontro em Pequim, os dois líderes estiveram juntos na Cúpula de Busan, na Coreia do Sul, em outubro de 2025.