13 milhões de pessoas precisam de assistência médica na Síria, aponta OMS

Altos custos de transporte, insegurança e estradas bloqueadas impedem movimento de pacientes; cobertura vacinal continua fraca

Redação

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Rio de Janeiro (Brasil)

Mais de 13 milhões de pessoas precisam de assistência médica na Síria e vários outros milhões não têm acesso a esses serviços, apontou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em relatório divulgado nesta sexta-feira (08/03).

A agência pede o apoio da comunidade internacional à terceira conferência de doadores para o país, com o título “Apoio ao futuro da Síria e da região”. O evento acontece a partir da próxima terça-feira (12/03) em Genebra.

A OMS destaca que quase metade dos hospitais e centros de atendimento primário sírios estão fechados ou funcionando parcialmente. Em algumas áreas, as equipes médicas móveis não conseguem chegar aos pacientes.

A conferência organizada pelas Nações Unidas e pela União Europeia quer mobilizar a comunidade internacional para apoiar os sírios e buscar uma solução política duradoura para a crise no país. A medida está de acordo com a Resolução 2254 do Conselho de Segurança.

A OMS destaca ainda que as pessoas mais vulneráveis não conseguem viajar para chegar às instalações de saúde funcionais devido a fatores como o alto custo do transporte, a insegurança e as estradas bloqueadas ou destruídas.

Em 2018, o país registrou surtos de sarampo, leishmaniose e diarreia sanguinolenta aguda, que foram provocados pelos deslocamentos, confrontos e condições de vida precárias.

Alternativas

As taxas de cobertura vacinal continuaram baixas durante o período, apesar das campanhas de imunização em massa e de atividades de vacinação de rotina. A falta de água potável deixou até 35% da população dependente de fontes alternativas e muitas vezes inseguras.

No ano passado, a OMS entregou mais de mil toneladas de suprimentos de saúde para instalações de saúde na Síria, tanto dentro da Síria como através de mecanismos intersetoriais e transfronteiriços.

A OMS também tem parceria com as autoridades de saúde para fornecer apoio às populações deslocadas.

Outra medida é reforçar os serviços de vacinação de rotina nos centros de atenção primária e nas áreas que recentemente ficaram acessíveis. A meta é formar profissionais de saúde e aumentar a disponibilidade dos serviços de saúde mental.

Ajuda humanitária

A situação humanitária continua se deteriorando no país, que já está a quase nove anos em conflito. Mais de 11 milhões de sírios ainda precisam de ajuda humanitária. Outros mais de 5 milhões de refugiados vivem fora do país.

A conferência de Genebra deve reafirmar o apoio político e  financeiro da comunidade internacional aos vizinhos Líbano, Jordânia e Turquia, além de destacar os esforços do Iraque e do Egito.

Divulgação/Unicef
Em 2018, a Síria registrou surtos de sarampo, leishmaniose, conhecida como lepra, e diarreia

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