Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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Uma pesquisa realizada pelo Centro Árabe para o Avanço das Redes Sociais (7amleh) denuncia que a Meta, empresa de tecnologia norte-americana, permite que contas pertencentes a grupos de colonos israelenses recebam monetização e promovam violência contra palestinos.

De acordo com o documento, ao mesmo tempo em que a empresa facilita o acesso a fundos para grupos extremistas, ela bloqueia sistematicamente a monetização de contas palestinas e restringe o alcance no Facebook e no Instagram. A organização descreve esse sistema duplo como uma forma de “apartheid digital” no Oriente Médio.

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O relatório revela que grupos como o Hilltop Youth, sancionados pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido por se envolverem em ataques violentos na Cisjordânia ocupada, continuam a gerar renda por meio das plataformas da Meta. Ainda segundo o documento, esses grupos promovem assentamentos ilegais, justificam a violência, zombam das vítimas, incitam o deslocamento forçado e celebram a violência em Gaza.

Vale ressaltar que, mesmo que esses grupos usem as redes para se organizar e arrecadar fundos para assentamentos ilegais sob a lei internacional, os sistemas de moderação da Meta permitem que os benefícios financeiros cheguem àqueles que perpetram a violência.

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Vozes palestinas censuradas

O Centro Árabe para o Avanço das Mídias Sociais documentou que vozes palestinas, incluindo jornalistas e defensores dos direitos humanos, tiveram suas contas banidas ou excluídas por documentarem a vida sob ocupação. O sistema gera um “bloqueio de monetização”, com base em políticas que identificam a localização geográfica dos criadores palestinos.

Uma auditoria independente da moderação da língua hebraica foi exigida pela organização à Meta, assim como o fim de políticas discriminatórias que silenciam a sociedade civil palestina, ao mesmo tempo em que permitem que a narrativa violenta dos colonos se amplifique.

Segundo o Centro Árabe 7amleh, 40 organizações da sociedade civil em todo o mundo exigem que a Meta cesse o financiamento da violência de colonos contra a população palestina, o que agrava a exclusão digital e alimenta a violência no território ocupado.

A denúncia surge em meio a uma expansão acelerada e sem precedentes dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém, impulsionada por ministros como Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich. Em 2025, 41 novos assentamentos foram aprovados ou regularizados, marcando o maior avanço já registrado até hoje.

(*) Com Telesur