ONU aprova resolução que apoia autodeterminação da Palestina
Decisão apoiada por 164 membros rechaça as práticas de ocupação e os assentamentos ilegais de Israel no território palestino
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por ampla maioria a resolução que apoia o direito de autodeterminação da Palestina e, eventualmente, se tornar um Estado independente. A resolução que rejeita todas as práticas de ocupação e os assentamentos ilegais de Israel foi aprovada nesta segunda-feira (15/12).
A decisão foi aprovada por 164 Estados membros, oito contrários, incluindo Israel, Estados Unidos e Argentina, e abstenções de Equador, Panamá e Sudão do Sul.
O texto enfatizou resoluções da ONU e instrumentos jurídicos internacionais, destacando que a carta da entidade aponta a autodeterminação como um princípio fundamental do direito internacional.
O representante palestino nas Nações Unidas, Riyad Mansour, agradeceu aos países que votaram a favor. Segundo a emissora Telesur, o grupo Hamas disse que “somente o nosso povo tem o direito decidir quem os governa e administra os seus assuntos”, reforçando que os palestinos possuem o direito legítimo de defesa, à libertação das terras ocupadas e determinação de um Estado independente com capital em Jerusalém.
Ainda de acordo com a emissora, o movimento insistiu que Israel é o principal responsável pelo conflito em Gaza, destacando que o povo palestino deve decidir sobre a administração de seu próprio território, sem interferências externas.
Dessa forma, líderes palestinos fizeram um apelo à comunidade internacional e aos países árabes para que pressionem Israel a respeitar a trégua em Gaza, reabrir as fronteiras e cessar os ataques contra civis, visando aliviar a crise humanitária.
(*) Com Telesur.























