Sábado, 7 de março de 2026
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Os governos do México e Colômbia vão enviar uma representação diplomática para a posse de Nicolás Maduro, na Venezuela, no próximo dia 10 de janeiro.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (23/12) e marca uma mudança na postura de tais governos ao reconhecerem a vitória de Maduro nas eleições realizadas em julho deste ano.

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Claudia Sheinbaum, presidente mexicana, falou sobre durante a coletiva de imprensa que realiza diariamente: “irá uma representação ou o próprio embaixador que esteja na Venezuela”.

A mandatária foi questionada se também haverá uma representação mexicana na posse de Donald Trump nos Estados Unidos em 20 de janeiro. E, segundo ela, “ainda não há convites”.

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“Não só para o México, mas ainda não há convites em geral, embora o presidente Trump tenha mencionado que iria convidar o presidente da China numa das suas conferências e publicações”, comentou.

Representação colombiana

Por sua vez, o vice-ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jorge Rojas, disse que é esperado a presença do embaixador colombiano na Venezuela, Milton Rengifo.

“O governo da Colômbia (e) de muitos governos da região vão enviar um representante para a posse do presidente Maduro”, afirmou.

Rojas acrescentou que o presidente do país, Gustavo Petro, ainda está “analisando a situação” para determinar se decide designar outro responsável para ajudar.

claudia sheinbaum e gustavo petro

Reprodução / @petrogustavo
Claudia Sheinbaum e Gustavo Petro se reuniram recentemente na Cidade do México

Vale destacar que os governos da Colômbia e México, ao lado do Brasil, têm se posicionado como mediadores para uma solução de paz na política do país entre a gestão Maduro e a oposição.

Brasília, no entanto, ainda não anunciou se irá enviar uma representação à posse de Maduro.

Posse de Maduro

No dia 10 de janeiro, o presidente reeleito Maduro tomará posse em Caracas após vencer as eleições gerais de 28 de julho com 51% dos votos, segundo o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano.

A oposição, que teve Edmundo González Urrutia como candidato pelo agrupado Plataforma Unitária Democrática (PUD), não aceitou a derrota e se autoproclamou vencedor do pleito.

Urrutia, atualmente, saiu da Venezuela e está asilado na Espanha. Mesmo fora do país, o opositor insiste que também pretende tomar posse no mesmo dia.