Domingo, 22 de março de 2026
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O canal de TeleSur divulgou nesta quarta-feira (18/09) uma carta assinada pelo ex-candidato opositor venezuelano Edmundo González Urrutia, na qual ele afirma reconhecer a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que por sua vez confirma o resultado das eleições presidenciais de 28 de julho emitido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), no qual foi consagrada a vitória de Nicolás Maduro.

O documento, dirigido ao presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, teria sido firmado no dia 7 de setembro, dia em que o ex-candidato recebeu o salvo conduto que permitiu sua saída da Venezuela, após dias escondido na embaixada da Espanha em Caracas. No mesmo dia, ele viajou a Madri, onde se encontra desde então.

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Representante da coalizão de extrema direita Plataforma Unitária, González Urrutia mantinha até então um discurso de confrontação às decisões tanto do TSJ quanto do CNE, e chegou a se autoproclamar presidente eleito do país em um manifesto publicado em meados de agosto.

A insistência em questionar os resultados eleitorais fez com que o Ministério Público venezuelano o convocasse, para que ele apresentasse as provas da suposta fraude eleitoral que alegava. A partir de então, González Urrutia passou a ignorar as convocações dos procuradores, razão pela qual o TSJ deu a ele um prazo para que cumprir essa determinação. Terminado esse prazo, foi decretado o seu mandado de prisão, após o qual ele buscou refúgio na Embaixada da Espanha.

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Adriana Núñez Rabascall / Wikicommons
Opositor venezuelano assinou carta na qual reconheceu decisão da Justiça venezuelana sobre as eleições de 28 de julho

No entanto, na carta divulgada nesta quarta-feira, o opositor diz acatar a resolução do TSJ, que ratifica o parecer que resultou da auditoria realizada a todas as urnas eletrônicas usadas no processo eleitoral venezuelano, e que afirmou não haver nenhuma irregularidade na apuração feita pelo CNE.

Com isso, foi convalidado o resultado final daquela apuração, que mostrou Maduro com 51,95% dos votos válidos, percentual que o tornou presidente reeleito do país. González Urrutia ficou em segundo lugar, com 43,18%.

Aceitar sem concordar

Em um dos trechos da carta, o líder opositor afirma que “sempre estive e seguirei estando disposto a reconhecer e acatar as decisões adotadas pelos órgãos de Justiça, no marco da Constituição, incluindo a já citada sentença do TSJ”.

“Mesmo não concordando com ela, vou aceitá-la (a decisão do TSJ), por se tratar de uma resolução do máximo tribunal da República”, completou Gonzáles Urrutia.

Veja nas imagens abaixo trechos da carta assinada por Edmundo González Urrutia:

Reprodução

Reprodução

Com informações de TeleSur.