A advogada Fernanda Klitzke, candidata a suplente ao Senado por Santa Catarina pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi vítima de abordagem policial violenta durante uma festa ocorrida na noite deste sábado (12/09), em Jaraguá do Sul, município no norte do Estado.
O episódio teve início quando a advogada tentou mediar um conflito após vizinhos se queixarem de reprodução de músicas das campanhas – ela concorre como suplente na chapa do candidato ao Senado Décio Lima (PT), que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto.
De acordo com filmagens realizadas por testemunhas, Klitzke foi imobilizada com um mata-leão dado por uma policial, apesar de não estar armada. Em seguida, foi foi alvo de tiros de bala de borracha, depois derrubada no chão, onde voltou a ser agredida por dois agentes policiais.
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Uma reunião da militância do Campo Democrático de Santa Catarina acaba de ser violentamente reprimida pela Polícia Militar, após chamadas de vizinhos em Jaraguá do Sul.
Nossa suplente de Senado, Fernanda Klitzke, filiada ao PT, foi covardemente… pic.twitter.com/q9pOWhVIBK
— Décio Lima (@deciolimasc) September 13, 2026
A advogada também foi levada à delegacia em um camburão. As imagens mostram que a violência excessiva aconteceu também durante esse encaminhamento: um policial colocou Klitzke no porta-malas do veículo e a agrediu diversas vezes no momento em fechar a porta.
Dentro desse camburão, após tomar tiros com bala de borracha, está a candidata suplente ao Senado pelo PT em SC, Fernanda Klitze.
Essa abordagem foi realizada em Jaraguá do Sul, cercada por testemunhas que participavam de uma festa que teria sido associada por um dos agentes a… pic.twitter.com/5MaN9RyvQr
— Amanda Miranda (@amanda_miranda) September 13, 2026
Na delegacia, a advogada recebeu assistência da deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) e registrou um Boletim de Ocorrência contra os policiais, afirmando ter sido vítima de abuso de autoridade, agressões e violência política.
O ex-deputado estadual Gelson Merísio (PSB), candidato a governador em Santa Catarina pela coligação de Klitzke e Décio, declarou, horas depois, que enviou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) catarinense um pedido de investigação sobre o episódio.
“Ver um agente do Estado disparar balas de borracha e chutar uma mulher caída no chão, que pedia calma e não oferecia qualquer risco, é revoltante”, alegou o candidato, à coluna da jornalista Amanda Miranda, no portal ICL.