Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou, durante compromissos em Washington nesta quinta-feira (17/09), que  caso haja uma eventual vitória de seu irmão, o senador e candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL), poderia ser alvo de questionamentos por integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação apresentada pelo Bolsonaro, uma eventual contestação ao resultado poderia abrir espaço para que o governo dos Estados Unidos adotasse novas medidas contra ministros da Corte. Vale ressaltar, que o ex-parlamentar  esteve na capital norte-americana acompanhado do empresário Paulo Figueiredo. Os dois afirmaram manter contatos com integrantes do Departamento de Estado e da Casa Branca, mas não divulgaram os nomes dos interlocutores.

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Ao comentar recentes divergências entre ministros do STF, Eduardo levantou a hipótese de que uma eventual eleição de Flávio poderia ser interpretada por integrantes da Corte como um ato de golpismo. Segundo ele, os Estados Unidos poderiam deixar de reconhecer o resultado eleitoral brasileiro e impor sanções individuais a magistrados.

A declaração apresenta uma possibilidade levantada pelo próprio ex-deputado. Não há, nas informações divulgadas sobre sua fala, indicação de que o STF tenha anunciado qualquer medida para rejeitar previamente um eventual resultado eleitoral favorável a Flávio Bolsonaro.

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Flávio Bolsonaro, o influenciador Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro ao lado de Donald Trump durante encontro na Casa Branca, em maio deste ano.
Flávio Bolsonaro, o influenciador Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro ao lado de Donald Trump durante encontro na Casa Branca, em maio deste ano.
The White House

Pressão por novas medidas contra ministros

A manifestação ocorreu no contexto da atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos em defesa de novas sanções contra integrantes do Supremo. Ele citou a chamada Lei Magnitsky e afirmou que eventuais punições dependem das autoridades norte-americanas.

Em 2025, Alexandre de Moraes havia sido incluído em sanções americanas, mas a medida foi posteriormente retirada. Até esta quinta-feira (17/09), o governo dos Estados Unidos não havia anunciado novas punições contra ministros brasileiros relacionadas ao episódio mencionado por Eduardo.

As declarações acontecem a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 4 de outubro. A hipótese de uma eventual contestação apresentada por Eduardo permanece no campo das declarações e não corresponde a uma decisão anunciada pelo STF ou pela Justiça Eleitoral.

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