Presidência da Bolívia

Evo Morales é reeleito presidente da Bolívia, diz imprensa

Para vencer a disputa presidencial em primeiro turno, é preciso obter mais de 40% dos votos e abrir dez pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo colocado

O presidente da Bolívia, Evo Morales, foi reeleito presidente de seu país. Citando dados da apuração rápida e informações levantadas da apuração definitiva, veículos de comunicação de diferentes tendências apontam que Evo obterá,  segundo as estimativas, mais de 10 pontos percentuais acima de seu adversário, Carlos Mesa.

A notícia circulou quando, pela apuração de 95,23% dos votos segundo o TREP (sistema de apuração rápida), quando Morales tinha uma margem de 10,12% sobre seu rival, Carlos Mesa. Evo contabilizava 46,86% dos votos, e Mesa, 36,72%. Como os votos a serem contabilizados estão, em sua maioria, em regiões de amplo domínio do candidato do MAS, a vitória em primeiro turno de Evo seria praticamente irreversível.

Segundo o jornal El Deber, Mesa acusou as autoridades eleitorais da Bolívia de "fraude", recusando-se a reconhecer os resultados das eleições.


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Para vencer a disputa presidencial em primeiro turno, não é preciso fazer 50% dos votos válidos mais um, como no Brasil. Basta ter 40% e abrir dez pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo colocado. Se houver segundo turno, a votação ocorrerá no dia 15 de dezembro.

Presidência da Bolívia
Evo Morales, eleito para mais um mandato à frente da Presidência da Bolívia

Na Bolívia, existem dois caminhos para divulgação dos votos. Além do TREP, baseado nas informações que vêm dos colégios eleitorais, existe a recontagem manual dos votos de cada região. Este segundo caminho, que leva ao resultado oficial, costuma ser mais preciso e mais lento.

A divulgação do TREP foi suspensa no domingo (20/10) à noite, segundo o Tribunal Supremo Eleitoral, para evitar confusão entre as duas apurações paralelas. "Queríamos evitar confusão. Um mesmo órgão não pode divulgar dois resultados diferentes", disse a presidente do TSE, María Eugenia Choque.

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