Denúncias de fraude são pretexto para golpe, diz Evo Morales

Presidente boliviano disse que a fraude é uma 'invenção' devido à impossibilidade de a direita voltar a governar o país pelas urnas

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta terça-feira (05/11) que as denúncias de supostas fraudes eleitorais defendidas pela oposição são pretextos para executar um golpe de Estado no país.

Em discurso diante de uma multidão reunida no centro de La Paz, o mandatário afirmou que a "fraude [nas eleições] é uma invenção" devido à impossibilidade da direita poder governar a nação latino-americana através das urnas.

"Quando o povo se organiza, é um instrumento político de libertação. Essas mobilizações não são em defesa de Evo, mas do próprio povo", disse o presidente ao saudar as organizações sociais reunidas em defesa de sua reeleição.


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Os movimentos sociais se mantêm nas ruas da Bolívia em apoio ao presidente Morales, que foi reeleito nas eleições de 20 de outubro com 47,08% dos votos da população. Por sua vez, a oposição não aceita os resultados das eleições e alega que houve uma fraude. O partido de Carlos Mesa, Comunidade Cidadã, chegou a se negar a participar da auditoria do processo eleitoral que está sendo realizada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que é acompanhada por México, Paraguai e Espanha. 

ABI
Evo Morales discursou diante de uma multidão que marchou em defesa do presidente e da democracia em La Paz

Violência

O presidente ainda rechaçou episódios de violência contra alguns bolivianos por razões racistas e discriminatórias e fez um chamado às novas gerações para que respeitem e sejam solidárias com os mais humildes. 

"Eu pensei que havíamos enterrado o ódio, a discriminação e o insulto. Sabemos que temos diferenças, mas por isso somos um Estado Plurinacional", afirmou. 

Morales ainda disse que a população deve defender o processo de mudanças que começou em seu primeiro mandato e que levou a Bolívia a se converter em um modelo de crescimento econômico e de distribuição de riqueza. 

"As personalidades do mundo me perguntam como reduzimos a pobreza e como a nação cresce economicamente. Elas não entendem, pois isso não havia antes", disse o presidente reeleito.

Ele explicou que a libertação econômica vem da libertação política que, por sua vez, foi dada graças à dignidade do povo. "Temos a obrigação de cuidar da economia", acrescentou. "Estamos convencidos de que o inimigo da unidade é o sistema capitalista", disse Morales.

*Com teleSur

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