Domingo, 8 de fevereiro de 2026
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O presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), Gianni Infantino, criticou a demanda feita por alguns países para a suspensão de Israel de dos Estados Unidos de competições organizadas pela entidade.

Em entrevista ao canal Sky News, nesta segunda-feira (02/02), o chefe do organismo que comanda o futebol mundial disse que, pelo contrário, está estudando derrubar as punições impostas à Rússia e à Bielorrússia.

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Segundo Infantino, “as sanções se mostraram claramente ineficazes, não servem para nada”, no contexto da guerra entre Rússia e Ucrânia. “Só geram mais frustração e ódio”, completou.

Desde fevereiro de 2022, a Rússia está suspensa de todos os torneios realizados pela FIFA, em medida adotada como punição pela invasão das formas militares russas ao território da Ucrânia.

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Já a Bielorrússia, aliada de Moscou na guerra, não está suspensa, mas enfrenta restrições: os clubes e seleções do país podem participar das competições, mas são obrigados a disputar seus jogos como mandante fora do seu país.

As mesmas sanções são aplicadas pela União Europeia de Futebol Associado (UEFA).

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, cumprimenta presidente da FIFA, Gianni Infantino
TASS

Israel e EUA

O motivo da punição à Rússia e à Bielorrússia tem feito com que algumas organizações solicitassem a suspensão de Israel à FIFA, em função do genocídio perpetrado pelas forças militares desse país à população palestina da Faixa de Gaza, no qual já morreram mais de 70 mil civis – segundo estatística que, agora, é admitida pelas próprias autoridades israelenses.

No caso dos Estados Unidos, algumas organizações passaram a defender a mesma punição nas últimas semanas, após a invasão a Caracas no dia 3 de janeiro, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

Os pedidos por uma punição baseado no princípio da isonomia e tem sido direcionado também a outras entidades esportivas, como o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Infantino evitou responder sobre os casos de Israel e dos Estados Unidos, mas enfatizou sua resposta sobre o fim das punições, especialmente no caso da Rússia. “Seria muito bom se jogadores e jogadoras da Rússia pudessem participar de partidas em outros lugares da Europa. É algo que definitivamente temos que fazer”, argumentou.

Vale lembrar que, em dezembro de 2025, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, Infantino entregou ao presidente estadunidense Donald Trump, o recém-criado Prêmio da Paz da FIFA, honraria que, até o momento, não se sabe se será dada anualmente a diferentes figuras ou se foi pensada excluivamente para o mandatário norte-americano.

Com informações de RT e Sky News.