Terça-feira, 23 de junho de 2026
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Começa nesta quinta-feira (11/06), às 14h30, a Copa do Mundo de 2026 que terá três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá. O Estádio Azteca, localizado na Cidade do México, será responsável pelo jogo de abertura entre México e África do Sul (o mesmo que iniciou o Mundial de 2010) às 16h.

O campeonato também apresenta um número recorde de 48 seleções participantes.

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Sendo o primeiro estádio da história a sediar três aberturas de Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026). O Azteca presenciou em 1970 a coroação da Seleção Brasileira de Pelé, Tostão, Gerson e Rivellino, conquistando o tricampeonato mundial sobre a Itália.

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Já no Mundial de 1986, o estádio também presenciou dois gols famosos do argentino Diego Maradona contra a Inglaterra, nas quartas de final: o polêmico gol feito com a “Mão de Deus” e a pintura em que arrancou do meio de campo, driblando quase todo o time inglês.

Pelé no estádio Azteca, no México
Foto: Divulgação/Fifa

Cerimônia de abertura

A FIFA organizou um evento inédito de contagem regressiva com shows simultâneos em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles.

No México, que recebe o jogo inaugural, a apresentação destacará elementos tradicionais, com música, dança e referências à cultura local, incluindo manifestações artísticas como o papel picado, símbolo festivo do país, além de participação de talentos indígenas e expressões do folclore contemporâneo.

Entre os artistas confirmados pela FIFA para a cerimônia no Estádio Azteca estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.

Nos Estados Unidos, a cerimônia em Los Angeles terá apresentação de artistas como Katy Perry, Future, Lisa, Rema e Tyla, além da brasileira Anitta. Já no Canadá, os destaques são Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.

 

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Crise política do governo Trump causa polêmicas para a Copa

Em meio à guerra contra o Irã, os Estados Unidos têm adotado políticas migratórias consideradas abusivas, dificultando vistos e revistas com cães farejadores e detectores de metais.

Um dos casos envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein, retido por várias horas na imigração dos EUA, onde passou por um interrogatório rigoroso. Considerado destaque da equipe, ele teve o celular inspecionado antes de ser liberado para entrar no país. Outros integrantes da delegação não tiveram a entrada autorizada.

Washington também proibiu a entrada do eleito melhor árbitro do continente africano, Omar Artan, da Somália, quando chegava ao aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul. Ele foi considerado inadmissível devido a “preocupações com a verificação de antecedentes”, segundo a alfândega, em comunicado que não especificou quais seriam tais preocupações. Esta seria a primeira vez que um árbitro da Somália participaria de uma Copa do Mundo.

Já a delegação iraniana teve de mudar seus planos, após ter sido proibida de pernoitar em território estadunidense. Em princípio, estava programado que eles ficariam hospedados no estado norte-americano do Arizona. Diante da negativa por parte do governo estadunidense, a solução foi hospedar a delegação na cidade de Tijuana, no México, para onde terão de retornar após cada partida disputada nos EUA.

Há também relatos de torcedores iranianos que tiveram seus ingressos cancelados há poucos dias do início do mundial.

(*) com Agência Brasil