Terça-feira, 23 de junho de 2026
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As autoridades norte-americanas retiveram o atacante e capitão da seleção iraniana Mehdi Taremi juntamente com o auxiliar técnico da equipe Saeid Alhouei no aeroporto de Los Angeles, nos Estados Unidos, segundo as agências Isna e Fars nesta terça-feira (16/06). 

Depois da partida de estreia na Copa do Mundo contra a Nova Zelândia, no Sofi Stadium, os iranianos deixavam o território norte-americano quando, de acordo com a mídia do país persa, Taremi e Alhouei “enfrentaram um atraso injustificado no portão da saída do aeroporto” ao serem submetidos a procedimentos adicionais de verificação migratória. 

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Como consequência, o imprevisto atrasou o deslocamento da delegação para a cidade mexicana Tijuana, que acolheu a seleção após os Estados Unidos não concederem direito de pernoitar no país.

Segundo a Federação Iraniana de Futebol (FFIRI, na sigla em inglês), a equipe teria recebido um tratamento semelhante quando chegou no território norte-americano rumo à disputa contra a Nova Zelândia. De acordo com a entidade, já estão sendo solicitadas providências à FIFA para evitar novos transtornos ao longo da competição.

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Outro problema com documentações envolve o atacante Mehdi Torabi, que recebeu autorização de entrada única nos Estados Unidos. A FFIRI tenta, agora, obter um visto de múltiplas entradas para que o jogador possa seguir competindo nas próximas partidas da Copa que, em sua maioria, acontecem em solo norte-americano.

Em entrevista concedida à imprensa no dia anterior, logo após o empate com os neozelandeses, o técnico da seleção iraniana, Amir Ghalenoei, criticou a logística imposta à equipe. De acordo com ele, “a seleção iraniana é talvez a mais oprimida da história da Copa do Mundo”.

“Nem nós sabemos [porque vamos ter que sair] e é realmente engraçado. O planejamento da nossa equipe é feito em um lugar, mas a decisão final é tomada em outro. Deveríamos ter vindo para Los Angeles duas noites antes do jogo, mas não permitiram. Nosso plano era ficar aqui esta noite, descansar e voltar amanhã à tarde, mas mesmo assim não permitiram, e eu não sei por quê”, disse.

Pouco antes da ida ao aeroporto após os Estados Unidos determinarem, de última hora, a retirada imediata da delegação iraniana do país, em fala à imprensa, Taremi exigiu mais apoio da FIFA ao afirmar que “está sendo tudo um verdadeiro desastre” para o Irã.

“Temos de sair de Los Angeles agora mesmo, isso não é bom para nós e não é bom para o futebol, porque na Mundial você tem que se preparar bem para o próximo jogo. É muito stress para os jogadores, para a equipe técnica e para todos. Mas não temos esse apoio e acho que a FIFA tem de nos ajudar mais do que isto”, apelou.

Atacante e capitão da seleção iraniana, Mehdi Taremi pede mais apoio da FIFA
Instagram/iran_football_federation

Torcedores iranianos homenageiam os mártires do país

Nas arquibancadas do Sofi Stadium, durante o jogo entre Irã e Nova Zelândia na segunda-feira (15/06), torcedores usavam camisas que homenageavam o falecido líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, assassinado em um bombardeio promovido pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, e que desencadeou a guerra no Oriente Médio. 

Em imagens que circulam nas redes sociais, torcedores exibiam cartazes que faziam referência à escola primária em Minab, que foi bombardeada por Washington no mesmo atentado de 28 de fevereiro e ceifou a vida de pelo menos 168 pessoas, em sua maioria crianças