Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O Brasil terá como seus adversários na fase classificatória da Copa do Mundo de 2026 o Marrocos, o Haiti e a Escócia, todas as seleções no grupo C, conforme o sorteio realizado pela FIFA, em Washington, nesta sexta-feira (05/12).

A estreia da seleção liderada por Carlo Ancelotti será contra os marroquinos, semifinalistas da Copa de 2022, com o jogo marcado para 13 de junho em Boston ou Nova Jersey, nos Estados Unidos. Trata-se do segundo confronto em copas entre os países. Em 1998, os brasileiros venceram o Marrocos por 3 x 0 na fase de grupos.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Já segunda partida será contra os haitianos, em 19 de junho, em Boston ou Filadélfia. Por fim, contra a Escócia, no dia 24, em Atlanta ou Miami.

A equipe brasileira estava no pote 1 do sorteio, ao lado dos outros cabeças de chave da competição: Canadá, México, Estados Unidos, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha.

Mais lidas

No sorteio, os países-sede (Canadá, México e Estados Unidos) foram alocados no pote 1. As outras 39 seleções classificadas foram distribuídas nos quatro potes de 12 equipes cada de acordo com o Ranking Mundial Masculino da Fifa publicado no dia 19 de novembro de 2025. Por fim, as duas vagas referentes ao torneio de repescagem da Copa do Mundo de 2026, assim como as quatro vagas da repescagem europeia, foram alocadas no pote 4.

Brasil estreia Copa do Mundo de 2026 encarando o Marrocos
Reprodução/CBF

Prêmio da Paz FIFA

Na abertura do sorteio, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, homenageou o chefe de Estado norte-americano Donald Trump com um inédito, porém, polêmico prêmio: a “FIFA Peace Prize – Football Unites the World” (“Prêmio da Paz FIFA – Futebol Une o Mundo”, em português).

“Este é o seu prêmio, este é o seu Prêmio da Paz”, disse Infantino ao entregar um troféu e uma medalha, ambos de ouro, ao mandatário norte-americano.

Em um discurso breve na cerimônia, Trump afirmou ser “realmente uma das grandes honrarias” que recebeu “ao longo da vida”.

“Salvamos milhões de pessoas, o Congo é um exemplo: mais de 10 milhões de pessoas morreram e mais milhões iriam morrer. E tem Índia e Paquistão, tantas guerras diferentes que encerramos. Em alguns casos, antes de começar. É uma honra estar com o Gianni [Infantino], que faz um trabalho excelente na FIFA”, disse.

“Vocês terão um evento que nunca foi visto antes no mundo. Tivemos uma relação maravilhosa de trabalho com o Canadá e o México. Trabalhamos juntos, a coordenação, a amizade têm sido incríveis. Acima de tudo, quero agradecer a todos. O mundo é um lugar mais seguro agora. Os EUA não estavam indo muito bem há um ano. Agora, devo dizer, somos o país mais ‘quente’ do mundo”, acrescentou.

Anunciado pela FIFA no mês passado sem aprovação prévia por parte de seu conselho, o prêmio anual foi introduzido nesta edição “para recompensar indivíduos que tomaram ações excepcionais e extraordinárias pela paz e, ao fazê-lo, uniram pessoas ao redor do mundo”, conforme o órgão esportivo.

De acordo com o jornal norte-americano New York Times, “o momento do anúncio, a opacidade do processo e dos critérios, e a forte relação de Infantino com Trump levaram muitos a supor que o prêmio foi criado essencialmente como um prêmio de consolação para Trump depois que o presidente dos EUA foi preterido para o Prêmio Nobel da Paz”.

Além disso, a FIFA não anunciou quem seriam os indicados para o prêmio. Quando questionados, os porta-vozes da federação se omitiram sobre os critérios da escolha do vencedor.

Segundo a Rádio França Internacional (RFI), nos Estados Unidos, tem sido bastante comentado “a relação próxima de Trump e Infantino, que já se encontraram diversas vezes sempre com fotos sorridentes”. Acrescenta o veículo que “Infantino parece ser um grande fã de Trump e foi um defensor declarado da candidatura do presidente norte-americano ao Prêmio Nobel da Paz, que acabou sendo concedido à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado”.

(*) Com Agência Brasil