Terça-feira, 23 de junho de 2026
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A Federação de Futebol do Irã (Ffiri) acusou nesta terça-feira (09/06) os Estados Unidos de revogar sua cota de ingressos para os jogos da Copa do Mundo, faltando “menos de três dias” para o início do campeonato. A Federação Internacional de Futebol (FIFA) e Washington não se manifestaram de imediato sobre o assunto.

“Os Estados Unidos voltaram a agir para impedir a presença de torcedores iranianos nos estádios que receberão os três jogos da seleção nacional na fase de grupos”, destacou a Ffiri por meio de comunicado, citando uma norma da FIFA que destina 8% dos ingressos de cada partida às federações dos países participantes, que podem revendê-los ou distribuí-los aos torcedores.

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De acordo com a nota, o país persa já havia iniciado a venda de ingressos para os jogos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito, e parte dos torcedores já havia realizado os preparativos para viajar aos Estados Unidos.

“No entanto, em uma medida inesperada, a cota concedida à Federação Iraniana de Futebol foi retirada e, nas atuais circunstâncias, a federação não consegue fornecer sequer um ingresso aos torcedores da seleção”, disse a entidade esportiva.

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Trata-se do mais recente episódio de tensões entre os dois países referente à presença iraniana na Copa do Mundo deste ano, co-organizada pelos Estados Unidos, México e Canadá.

Federação Iraniana de Futebol anuncia que a cota de 8% de ingressos alocada ao Irã foi revogada pelos EUA
Tasnim

O Irã foi uma das primeiras nações a se classificar para o torneio mundial, mas sua participação foi ameaçada após os governos norte-americano e israelense atacarem Teerã em 28 de fevereiro, dando início à guerra em curso no Oriente Médio.

Em meio às tensões, a delegação iraniana de futebol chegou a ter seus vistos negados por Washington para cerca de 15 pessoas, incluindo membros da comissão técnica, como o presidente da Ffiri, Mehdi Taj. Por conta da incerteza quanto à aprovação dos documentos, os iranianos foram obrigados a transferir seu centro de treinamento de Tucson, nos Estados Unidos, para Tijuana, no México.

Com isso, a delegação de Teerã permanece em território mexicano durante todo o torneio, enquanto a seleção deve disputar as três partidas da fase de grupos em território estadunidense.

No dia anterior, ao chegar em Tijuana, o técnico da seleção iraniana Amir Ghalenoei criticou duramente a forma como o governo dos Estados Unidos lidou com a delegação.

“Não é correto tratar dessa forma uma equipe que passou 21 horas em voo e que precisa competir em um campeonato que dura oito dias”, afirmou em entrevista à FIFA TV. “Por razões técnicas, deveríamos estar aqui desde a semana passada, já que uma diferença de fuso horário de doze horas com o Irã requer aproximadamente duas semanas de adaptação”.

(*) Com Ansa e Telesur