Domingo, 12 de julho de 2026
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Matéria atualizada às 09h15 em 06/07

O presidente dos EUA, Donald Trump fez uma ligação ao Gianni Infantino, presidente da FIFA, na quarta-feira (01/07), pedindo que a Federação de Futebol anulasse o cartão vermelho de Folarin Balogun, da seleção norte-americana. Neste domingo (05/07), a entidade anunciou que o jogador não estava mais suspenso, dessa forma, ele irá jogar nas oitavas de final contra a Bélgica, nesta segunda-feira (06/07) às 21 horas (horário de Brasília).

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“Agradeço à FIFA por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social. Os EUA é um dos países sede, junto com México e Canadá, das competições da Copa do Mundo de 2026.

O atacante foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, quando Balogun deu um pisão no calcanhar do zagueiro bósnio Tarik Muharemovic em uma disputa de bola no segundo tempo do jogo. O juiz foi chamado pelo VAR para rever o lance e aplicou a punição máxima.

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De acordo com o New York Times, após o cartão vermelho, altos funcionários do governo Trump, incluindo Howard Lutnick, secretário de Comércio, e Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, contrataram advogados para ajudar a Federação de Futebol dos EUA a tentar recorrer, apesar das regras da FIFA contra tais recursos, de acordo com duas pessoas familiarizadas.

Scott Goodwin, gestor de fundos de investimento e grande doador da Federação de Futebol dos EUA (US Soccer), declarou que o árbitro estaria envolvido em manipulação de resultados no Brasil, distribuindo cartões vermelhos irregularmente. No entanto, autoridades brasileiras e a FIFA não encontraram provas de irregularidades por parte de Claus, mas, segundo NYT, Trump mencionou essas alegações em sua ligação com Infantino.

O cartão foi suspenso pela FIFA por “período probatório de um ano”, em conformidade com o artigo 27 do Código Disciplinar. Segundo a nota, caso haja reincidência do jogador, a sanção será “reativada e cumprida, sem prejuízo de qualquer sanção adicional que venha a ser aplicada pela nova infração”.

Em comunicado, a Casa Branca confirmou que a conversa entre Trump e Infantino sobre o cartão vermelho e acrescentou que “o resultado correto e apropriado foi alcançado” após o que descreveu como uma revisão independente. A Casa Branca também afirmou que o governo dos EUA forneceu informações para esse processo e não forneceu detalhes sobre a conversa.

A reviravolta é extremamente incomum e representa a primeira vez desde 1962 que a FIFA permite que um jogador participe de uma partida quando estaria suspenso após ter sido expulso na Copa do Mundo.

Após a anulação, a federação belga declarou estar “surpresa com a decisão da FIFA de declarar o jogador americano Folarin Balogun, que estava suspenso, apto a jogar na partida entre Estados Unidos e Bélgica”. Acrescentando que está “investigando todas as opções possíveis”.

Já Maxime Prévot, ministro das Relações Exteriores da Bélgica e ex-árbitro de futebol, afirmou que a decisão minou o compromisso declarado da FIFA com o jogo limpo.

“Esta decisão levanta claramente muitas questões”, disse Prévot em comunicado nesta segunda-feira. “Se uma chamada telefónica for realmente a explicação para esta decisão incompreensível, isso equivaleria a minar as regras mais básicas do futebol e do desporto”.

Porém, o embaixador dos EUA na Bélgica, Bill White, defendeu a decisão da FIFA em uma publicação no X na segunda-feira e disse: “O presidente Trump jamais interferiria no funcionamento interno da FIFA”.

Por sua vez, a UEFA, entidade do futebol europeu, afirmou em comunicado que a reversão da decisão da FIFA “cruzou uma linha vermelha”, classificando-a como “uma decisão sem precedentes, incompreensível e injustificável”.

FIFA fez uma homenagem à Independência dos EUA

Antes dos confrontos das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 disputados no sábado (04/07), a federação anunciou que teria uma programação especial para as partidas em comemoração ao Dia da Independência dos Estados Unidos e ao 250º aniversário da independência do país.

No pré-jogo entre Canadá e Marrocos, aconteceu apresentações nas cores vermelho, branco e azul, além do desenrolar de uma grande faixa sobre o gramado inspirada em fogos de artifício. O hino nacional dos Estados Unidos será interpretado por Maia Rodriguez, musicista-chefe da banda da Marinha norte-americana. Já na partida entre Paraguai e França contou com uma referência ao papel histórico da cidade, onde a Declaração de Independência foi adotada em 4 de julho de 1776.

Enquanto isso, o uniforme da seleção do Haiti sofreu censura pela FIFA, por incluir na camiseta uma ilustração sutil que retrata a Batalha de Vertières (1803), marco histórico fundamental em que os revolucionários haitianos derrotaram as tropas de Napoleão Bonaparte, consolidando a independência do Haiti em relação à França.

“A exibição de mensagens ou slogans políticos, religiosos ou pessoais de qualquer natureza, em qualquer idioma ou formato, por jogadores e membros da comissão técnica em seus uniformes de jogo, uniformes de equipe ou outras vestimentas”, diz a FIFA.